ACIC detecta faturamento do varejo em ascensão

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Setembro fechou com as vendas em alta em relação ao ano passado e animou os lojistas para o final do ano. Como logo chega o Natal, o movimento nos meses que antecedem a melhor data do setor ganha importância na tomada de decisão dos empresários. Análise mensal realizada pela Associação Comercial e Industrial de Campinas (ACIC) mostra que o faturamento do varejo subiu de R$ 2,83 bilhões (US$ 892,7 milhões) em setembro de 2016 para R$ 2,88 bilhões (US$ 908,5 milhões) neste ano na Região Metropolitana de Campinas (RMC).

O crescimento foi de 1,59%. Apesar de não ser o número dos sonhos dos comerciantes, traz a expectativa de um final de ano com vendas acima do ano passado. As compras à vista puxaram a movimentação no comércio no mês passado. O coordenador do Departamento de Economia da ACIC, Laerte Martins, acredita que a entrada de metade do 13º salário dos aposentados e também uma melhora nos indicadores econômicos alavancaram o varejo em setembro.

“Mesmo com a Selic em queda, os juros ainda são elevados e o consumidor preferiu as compras à vista em setembro. O crescimento em relação a 2016 foi de apenas 1,59%, mas já é um dado importante. Passamos vários meses registrando quedas em relação ao ano passado. No acumulado, ainda estamos no vermelho”, analisou o economista. Ele comentou que a primeira parcela do pagamento do 13º salário de aposentados e pensionistas injetou R$ 19 bilhões (US$ 6 bilhões) na economia do País.

“Outra informação relevante em setembro foi o recuo da inadimplência. De acordo com a avaliação do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC), a quantidade de carnês e boletos em atraso na cidade de Campinas caiu 11,83% frente a setembro de 2016. O volume baixou de 14.660 para 12.925 carnês”, comparou. Mas no acumulado do ano ainda há uma alta de 1,47%. O calote chega a R$ 141 milhões (US$ 44,5 milhões).

Ele afirmou que as perspectivas para o final de ano são positivas. “A economia começa a reagir e a tendência é de um final de ano melhor do que ano o de 2016. A inadimplência tende a cair nos próximos meses com a entrada do 13º salário dos trabalhadores. Também acredito na abertura de mais vagas de trabalho temporárias do que ocorreu no ano passado. O Natal deve ter números melhores”, disse.



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