Ano fecha com saldo positivo de empregos na região

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Depois de cinco anos registrando cortes de postos de trabalho, a indústria da região de Campinas deve fechar 2017 com saldo positivo. No acumulado até outubro, o setor contabiliza 1.050 novas contratações. O ano chega ao fim com a indústria regional sentindo que os dias mais difíceis já passaram e que 2018 promete ser de crescimento ainda lento, mas consistente. Os investimentos também devem começar a voltar de forma mais acentuada na compra de novas máquinas e modernização de fábricas.

Balanço anual divulgado ontem pelo Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) mostrou que 2017 foi um ano em que a indústria respirou e iniciou uma trajetória para voltar a engrenar as máquinas. Vendas e produção apresentaram recuperação em relação a 2016, quando o País teve um resultado muito ruim na economia. O emprego também teve números melhores. Contudo, ainda existem indicadores que apontam cautela como a lucratividade e a alta dos custos de produção.

O diretor titular da Regional Campinas do Ciesp, José Nunes Filho, afirmou que neste ano a indústria deixou de demitir, como aconteceu nos cinco últimos, e recuperou os postos perdidos nos últimos 12 meses. “Estamos com saldo positivo de 1.050 empregos formais na área da Regional Campinas do Ciesp. Entre os anos de 2015 e 2016, a região perdeu mais de 15 mil postos de trabalho formais”, disse ele. Ele comentou que a economia reagiu em 2017 e deve continuar em alta com as reformas estruturais, como a da Previdência Social.

 

Sondagem industrial

O professor da Faculdades de Campinas (Facamp), José Augusto Ruas, afirmou que a sondagem industrial deste mês sinalizou que 2017 foi um ano com um cenário bem melhor para a indústria em relação aos dois últimos anos, porém, não dá para dizer que houve uma retomada do crescimento. “Os indicadores estão mais positivos do que em 2015 e 2016. Os empresários apontaram que o ano foi melhor. O emprego está melhorando lentamente”, disse.

Ruas salientou que os empresários sinalizaram para o aumento dos investimentos nas fábricas no próximo ano. “Os empresários se mostraram otimistas com 2018, tanto que subiu a quantidade de industriais que pretendem elevar os investimentos em máquinas e modernização das fábricas”, comentou.

 

Balança Comercial

O desempenho da balança comercial também teve reflexo nos números da economia regional neste ano. De acordo com a pesquisa do Ciesp, a corrente de comércio (soma das importações e exportações) atingiu US$ 10,7 bilhões na área de atuação da entidade na região. O crescimento foi de 14,4% em relação aos US$ 9,4 bilhões de 2016. As exportações apresentaram uma elevação de 14,5%, chegando a US$ 2,8 bilhões neste ano frente a US$ 2,5 bilhões do ano anterior. As importações também tiveram um acréscimo de 14,4%. O valor passou de US$ 6,9 bilhões para US$ 7,9 bilhões. O saldo foi de US$ 5 bilhões, que representou uma alta de 14,3% sobre US$ 4,4 bilhões de 2016.

“O comércio exterior foi muito importante para os números positivos da indústria neste ano. Os dados da balança comercial apontam que a corrente de comércio teve um crescimento que foi linear com as exportações e as importações”, disse Nunes Filho. Ele comentou que setores fortes da economia regional, como o automobilístico, voltaram a aumentar a produção para atender os mercados interno e externo.



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