BRT atinge a marca de 25% de obras concluídas

Imprimir   |   Enviar por e-mail

Um quarto das obras do BRT estão concluídas e, até o final do ano, esse índice atingirá os 80%. A informação foi divulgada ontem pelo secretário de Transportes e presidente da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec), Carlos José Barreiro. De acordo com ele, as intervenções estão “levemente” adiantadas em relação ao cronograma inicial traçado e deverão ser finalizadas ainda no primeiro semestre do ano que vem. “Nós pretendemos fazer a conclusão de toda a parte estrutural do BRT em 2019. Ou seja, todo o piso e todas as estações de obras de arte (viadutos). E, no ano que vem, fazer apenas alguns ajustes na parte de acabamento e refino do projeto”, comentou.

O valor total da obra está estimado em R$ 451,5 milhões (US$ 118,8 milhões). Ao todo, serão construídos 36,6km de corredores nas regiões que comportam os distritos do Campo Grande e Ouro Verde. O BRT foi projetado com o objetivo de escoar o trânsito da cidade, por meio de corredores exclusivos por onde só passarão ônibus. No entanto, por causa do andamento das obras, os problemas enfrentados pelos motoristas e passageiros do transporte coletivo são enormes. Congestionamentos, desvios mal sinalizados e buracos nas vias alternativas e marginais chegam, em um dia normal, a dobrar o tempo de deslocamento dos veículos nos horários de picos.

Por ser um tempo muito grande, quem utiliza o trecho em remodelação muitas vezes se questiona por que as melhorias não são feitas em etapas, por bairros, evitando assim tantas intervenções em vias diferentes da cidade e ao mesmo tempo. Segundo Barreiro, a opção pela realização dos trabalhos de forma simultânea foi adotada com o objetivo de reduzir o tempo da obra. “Se eu quisesse fazer cada corredor individualmente levaria até três anos para fazer cada um deles. Ou seja, levaria nove anos. A diferença é que vamos fazer tudo em três anos”, explicou.

O secretário ressaltou ainda que se todo o processo de construção do BRT fosse realizado de forma separada e não simultânea, o custo das melhorias seria maior. “A obra só está podendo ser feita a R$ 14 milhões (US$ 3,7 milhões) por quilômetro, porque está sendo realizada dessa maneira. Caso contrário, o custo seria imensamente maior”. O secretário pontuou também que se optasse por fazer as obras em um modelo de etapas, o trânsito intenso seria igual ao que já acontece atualmente em avenidas como a John Boyd Dunlop e Amoreiras. “A pessoa que mora no Ouro Verde sofreria as mesmas consequências de quem mora no Campo Grande, independentemente disso”, salientou.

 

Mudanças importantes

Questionado se até o final do ano o aceleramento das obras do BRT vai implicar em um trânsito ainda mais caótico para os motoristas que transitam próximo aos trechos que recebem as melhorias, Barreiro disse que não e justificou sua resposta sinalizando que a Emdec vai liberar parte dos trechos já construídos para que a população possa circular livremente por eles. “Vamos finalizar os trechos mais longos dos corredores até o mês de maio e vamos aproveitar isso para colocar trânsito normal em cima dos pisos de concreto, facilitando assim o fluxo de veículos nas regiões que estão recebendo as obras”, explicou.



http://www.agemcamp.sp.gov.br/wp-content/plugins/wp-accessibility/toolbar/css/a11y-contrast.css