Campinas centraliza serviço da PM para 38 cidades

Imprimir   |   Enviar por e-mail

O Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) de Campinas passa a centralizar o atendimento de ocorrências policiais de todas as 38 cidades que compõem a região do Comando de Policiamento do Interior (CPI) 2. Hoje, o Copom de Campinas já atende a 26 cidades. As 12 restantes, que integram o 26º Batalhão da Polícia Militar (BPMI) de Mogi Guaçu, serão migradas até o final do ano. Outra novidade prevista ainda para este ano é a centralização do Centro de Operações do Corpo de Bombeiros (Cobom) no mesmo prédio e espaço do Copom.

“A diferença entre o CAD (Central de Atendimento e Despacho) e o Copom está na infraestrutura e na segurança para soluções de continuidade do atendimento, prevendo qualquer evento indesejado tais como, por exemplo, uma queda de energia em determinado local, mas a pessoa liga no 190 e é atendido. Então, a regionalização do Copom é importante porque a entrega da informação acontece por vários caminhos”, disse o tenente Manoel Adriano Mendonça, um dos chefes de operação do serviço.

Toda vez que alguém de qualquer uma das 38 cidades ligar para o 190 quem atenderá o chamado será um policial de Campinas. Após fazer o registro da ocorrência, o policial atendente transferirá o caso para um policial que tem o cargo de despachante. É este policial quem fará a comunicação com as viaturas da área do local do crime. Quanto mais dados da situação vivenciada pelo solicitante, melhor para sua localização. Dados como endereço, CEP e ponto de referência são importantes para serem passados para a central. A PM não informou se houve um aumento no efetivo, mas garante que o sistema foi reformulado e conta com uma tecnologia avançada.

 

A rede digital

A regionalização do Copom começou em julho de 2012 envolvendo na primeira fase as cidades de Valinhos, Vinhedo, Louveira, Jundiaí, Indaiatuba e Campinas. A segunda fase aconteceu em novembro de 2013 incluindo 10 cidades da região de Bragança Paulista. Em janeiro de 2014 foram acrescentadas mais sete cidades, inclusive Jaguariúna e Morungaba na Região Metropolitana de Campinas (RMC). Em agosto do mesmo ano Cabreúva foi inserida. A partir de agora entram as 12 cidades, sendo boa parte localizadas no Circuito das Águas.

“Estamos fazendo as instalações das estações de rádio base digital, dos repetidores digitais, roteamento do 190 para o Copom”, disse Mendonça. A PM garante que a centralização do Copom não trará prejuízo no atendimento das ocorrências. Pelo contrário, vai agilizar já que a tecnologia da central de atendimento de Campinas é mais avançada que a usada nas centrais onde funcionavam, que era através do CAD, no qual apenas um policial operava as chamadas.

“Vale destacar que o serviço 190 é de emergência, e não para orientação. É claro que o policial vai fazer o atendimento se ligarem para o número, mas não é este o objetivo do serviço. O 190 é para denúncias, para crimes que estão acontecendo”, frisou o tenente Bruno Pettan Viegas de Carvalho, também chefe de operações do Copom.

De acordo com os coordenadores, o Copom recebe entre cinco e sete mil ligações por dia. De janeiro a agosto deste ano, a central recebeu 1.170.250 milhão de ligações e realizou 17.223 horas de atendimento. Em média, cada ligação demora 53 segundos. Dos chamados feitos à central, 10% eram trotes, 19% eram ocorrências mesmo e 71% orientações. Em todo o ano de 2016 foram registradas 2,438 milhões de ligações, distribuídas em 31.162 mil horas, em uma média de 46 segundos. No ano passado, o número de trote chegou a 13%, e o de ocorrências 16%. O de orientações, manteve mesmo percentual, de 71%. “O índice de eficácia de atendimento no primeiro toque é de 87%. Um percentual bom. Isso mostra que as pessoas são atendidas logo”, disse Viegas. 



http://www.agemcamp.sp.gov.br/wp-content/plugins/wp-accessibility/toolbar/css/a11y-contrast.css