Campinas discute fluxo migratório

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O fluxo migratório neste século tem atingido todo o planeta, principalmente os países europeus, que têm criado legislações para tentar reverter esse processo ou, no mínimo, minimizar a entrada de refugiados que chegam pelos oceanos ou fronteiras terrestres. E o Brasil também tem sido foco de correntes migratórias, com venezuelanos se tornando um grupo crescente, por exemplo, na fuga do regime de Nicolás Maduro. Logo, o País e Campinas estão atentos à questão.

Assim, o II Fórum sobre Imigração e Refúgio em Campinas – A Nova Lei de Migração foi realizado na última terça-feira no Núcleo de Estudos de População “Elza Berquó” (NEPO) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). O evento reuniu pesquisadores e especialistas para debater desafios e políticas públicas para esta população. O encontro abordou a nova Lei de Migração, aprovada em maio deste ano, além dos projetos de Campinas relacionados à temática, como o Serviço de Referência aos Imigrantes e Refugiados, a RAIR e a Clínica de Direitos Humanos da PUC-Campinas.

Segundo a secretária municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência e Cidadania, Eliane Jocelaine Pereira, o Fórum possibilitou a união de esforços entre a Academia e o poder público, possibilitando uma reflexão sobre a política municipal e metropolitana para imigração e refúgio. Eliane lembrou que a imigração aumentou nos últimos dez anos e isso mostra que há desafios sobre os quais se debruçar, “essa nova onda imigratória, diferentemente da europeia, no século XIX, tem um fluxo maior de pessoas do Haiti, de países do continente africano e do Oriente Médio. Esse fato implica na necessidade de ações de enfrentamento à xenofobia e ao racismo”, diz.

De acordo com Eliane, a realização do Fórum no ambiente da universidade é um fortalecimento do que se deseja para a cultura de paz e de direitos humanos e possibilita discutir o acolhimento dos imigrantes e refugiados e implementar políticas públicas que promovam o acesso aos serviços públicos.

 

Imigração e Refúgio

Entre imigrantes e refugiados, vivem em Campinas, atualmente, cerca de 1600 pessoas. O principal grupo – com 1,2 mil pessoas – é composto por latino-americanos vindos de países como Bolívia, Peru, Colômbia e Venezuela. Do Caribe vem cubanos e haitianos. Do continente africano são aproximadamente 250 pessoas, entre congoleses, ganeses, angolanos, guineenses, senegaleses, nigerianos e somalis.

A cidade também tem recebido pessoas do Oriente Médio e Ásia, como sírios, palestinos, libaneses, jordanianos e paquistaneses, totalizando cerca de 150 indivíduos. Para essa população, o Serviço de Referência aos Imigrantes e Refugiados se concentra em diversas frentes, como o eixo cultural, atenção básica, formação profissional, geração de renda e regularização de documentação.

 

Serviço

Serviço de Apoio ao Imigrante e Refugiado

Endereço: Avenida Francisco Glicério, 1269, 4º andar

Horário de funcionamento: 9h às 17h

Telefone: (19) 3231-1867

E-mail: smpdc.cidadania@campinas.sp.gov.br



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