Campinas recebe duas premiações do Prêmio Cidades Sustentáveis

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Campinas recebeu ontem duas premiações do Prêmio Cidades Sustentáveis, sendo primeira colocada na área de Saúde dentre as cidades com mais de 500 mil habitantes e segundo lugar na área de Bens Naturais Comuns dentre as cidades a partir de 100 mil habitantes. Realizado no Sesc Consolação, em São Paulo, o evento premiou administrações municipais que se destacaram em políticas públicas em oito áreas temáticas e que tiveram dados concretos mensuráveis.

A premiação é promovida pelo Programa Cidades Sustentáveis, que teve adesão de 287 gestões municipais de todo o País em 2012, e tem como objetivo reconhecer políticas públicas inovadoras e bem-sucedidas por meio de indicadores. Na Saúde, são reconhecidas ações, iniciativas inovadoras, projetos e políticas públicas que promovam a saúde, como a assistência ao paciente, a prevenção de doenças, a promoção de qualidade de vida, o cuidado ao meio ambiente e os efeitos da urbanização em saúde. Já na área Bens Naturais Comuns, são consideradas ações, projetos e políticas públicas de preservação e recuperação dos recursos hídricos e das áreas verdes, aliadas a processos participativos e transparentes.

Segundo a Secretaria Municipal do Verde, Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Campinas, responsável pelo programa, foram apresentados 27 indicadores na saúde, como disponibilidade de leitos hospitalares, mortalidade materna, mortalidade no trânsito, coleta de lixo e ciclovias, e 20 indicadores para Bens Naturais Comuns, como elaboração do Plano Municipal do Verde, reservas e áreas protegidas e número de mortes por desastres socioambientais.

O secretário da pasta, Rogério Menezes, explicou que a participação em apenas três categorias — Campinas também entregou indicadores para área de Criança — levou em consideração os melhores resultados. “Existem 100 indicadores e informamos valores para 75 deles porque são os que temos indicadores confiáveis. Começamos (em 2012) com 68% dos indicadores que eles pedem e estamos em 82%, considerando todas as categorias”, ressaltou Menezes, que considerou o resultado de ontem motivador.

“O que chamou a atenção dos avaliadores foi a alta qualidade técnica do planejamento do Verde, com recuperação de APPs (Áreas de Preservação Permante) e criação do Índice de Área Verde Social para se preocupar com as áreas pouco arborizadas, como a região do Ouro Verde e Campo Grande, que tem apenas 6,4m² por habitante. O que o plano do Verde determina é que até 2026 as áreas verdes de interesse social devem dobrar de 6,4 m² para 12,8 m² por habitante”.

Os organizadores não confirmaram o número de concorrentes por área, alegando que o processo seletivo é bastante rigoroso e que muitas cidades acabaram sendo desclassificadas por não atenderem aos critérios mínimos, no entanto, o secretário municipal do Verde afirmou que eram de 10 a 15 cidades participantes por área. Além das disputadas por Campinas, também foram avaliadas as áreas Cultura, Educação para a Sustentabilidade, Esporte, Governança e Mobilidade. Na primeira edição do evento, em 2014 e com outro formato, Campinas alcançou a 3ª posição na categoria Metrópoles.



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