Campinas sobe em ranking da Firjan

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A crise econômica, que teve início em 2014 e causou forte recessão no País, fez com que o nível socioeconômico das cidades brasileiras retrocedesse três anos. É o que aponta o Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM), divulgado nesta semana pelo Sistema Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro) com base em dados oficiais de 2016, os últimos disponíveis.

Campinas, apesar de também ter diminuído sua nota desde o início da crise, conseguiu subir 80 posições no ranking nacional e 39 posições na classificação estadual durante o período. O índice monitora todas as cidades brasileiras e a avaliação varia de 0 a 1, sendo que quanto mais próximo de 1 maior o seu desenvolvimento. Em 2013, antes da crise, o IFDM de Campinas era de 0,8559. Em 2016, o índice campineiro caiu para 0,8501, mesmo assim, a queda dos demais municípios brasileiros foi ainda mais significativa, tanto que os dados mais recentes voltaram a colocar Campinas entre os 100 melhores do País, na 80ª posição, e entre os 50 principais do Estado de São Paulo, na 49ª colocação. No comparativo com as capitais brasileiras, Campinas só ficou atrás de Florianópolis (47ª do ranking nacional) e Curitiba (74ª).

O IFDM tem sua nota dividida em quatro categorias: baixo desenvolvimento (de 0 a 0,4), desenvolvimento regular (0,4 a 0,6), desenvolvimento moderado (de 0,6 a 0,8) e alto desenvolvimento (0,8 a 1). Mesmo durante os anos de crise, Campinas conseguiu se manter bem classificada – na Região Metropolitana de Campinas (RMC), 13 cidades apresentaram alto desenvolvimento em 2016 e outras 7 tiveram desenvolvimento moderado.

A nota de Campinas podia ser ainda melhor, mas ela foi calculada com a média de três segmentos: Educação (0,9483) e Saúde (0,9383) foram acima da média nacional, no entanto, o índice campineiro de Emprego e Renda, de 0,6635, considerado apenas moderado, jogou a nota da cidade para baixo. O estudo ainda leva em conta as conquistas e desafios socioeconômicos de competência municipal, como manutenção de ambiente de negócios propício à geração local de emprego e renda, educação infantil e fundamental, e atenção básica em saúde.

 

Alto desenvolvimento

Para o secretário de Desenvolvimento Econômico de Campinas, André von Zuben, a evolução da cidade nos rankings atesta a força do município no cenário nacional. “Se compararmos com cidades do mesmo porte, só ficamos atrás de Curitiba, que é uma capital, e de Santo André, que tem quase toda sua geração de recurso concentrada nas áreas de indústria e serviço.”

 

RMC perde ‘fôlego’, mas fica acima da média

Em 2013, antes da crise, a Região Metropolitana de Campinas (RMC) figurava com destaque no Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM). Na época, Indaiatuba e Vinhedo tinham IFDM superiores a 0,9 e apareciam, respectivamente, na 3ª e 4ª posições do ranking nacional. Em 2016, ambas seguiram bem avaliadas, com alto grau de desenvolvimento, mas já abaixo de 0,9. Vinhedo caiu para 20º no ranking brasileiro e Indaiatuba despencou para a 33ª posição.

De acordo com os dados mais recentes,13 das 20 cidades da RMC têm alto grau de desenvolvimento – 7 apresentam desenvolvimento moderado. Em 2013, o cenário era um pouco melhor, com apenas 5 taxadas com desenvolvimento moderado: Monte Mor, Engenheiro Coelho, Morungaba, Artur Nogueira e Cosmópolis. Nos dados mais recentes, mais dois municípios foram “rebaixados” para o segundo escalão do estudo: Sumaré e Santo Antônio de Posse. O IFDM da RMC, que em 2013 era de 0,8757, diminuiu para 0,8204 nos dados mais recentes divulgados. Ainda assim, a região supera a média do Brasil, que atingiu 0,6678 ponto em 2016.

 



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