Centenário com foco no sustentável

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A Rhodia, empresa do Grupo Solvay que completa 100 anos de atividades no Brasil agora em dezembro, anunciou esta semana que prevê neutralizar 100% de suas emissões de carbono na planta de Paulínia — o principal complexo químico da companhia na América Latina — até o ano de 2025. A presidente do Grupo na América Latina, Daniela Manique, disse que a empresa alcança hoje o índice de 96% de neutralização de suas emissões.
Para avançar em sustentabilidade em Paulínia, a empresa está iniciando uma série de projetos, como a implantação de sistema de energia renovável em algumas áreas de produção, com a instalação de placas fotovoltaicas de última geração para captação de energia solar. E promete intensificar o reflorestamento de algumas áreas do conjunto com vegetação nativa.
Ao mesmo tempo, serão aplicadas melhorias no processo operacional da instalação industrial de abatimento de gás de efeito estufa, que a empresa mantém voluntariamente em Paulínia desde 2007, e que elimina da atmosfera anualmente cerca de 5 (cinco) milhões de toneladas de CO2 equivalente — uma quantidade correspondente ao que é emitido no mesmo período por uma frota de 1,2 milhão de veículos movidos a combustível fóssil.
A empresa avalia, ainda, um projeto para a mudança da matriz de combustível utilizada em suas caldeiras de vapor, passando do uso atual de gás natural para biomassa, aproveitando o potencial único do Brasil nesse campo.
Para marcar o centenário de atuação no Brasil, a presidente diz que empresa está investindo em nova linha de produção de solvente de fonte renovável Augeo, que será inaugurada em meados de 2020, além de lançar produtos novos como fios têxteis sustentáveis.
O conjunto de Paulínia abrange 27 unidades de produção, com capacidade para fabricar 1,2 milhão de toneladas por ano de diversos produtos empregados por outras indústrias, em um leque de itens do dia a dia das pessoas, como automóveis, roupas e calçados, produtos de cuidados pessoais e com a casa, tintas e vernizes, embalagens, alimentos, agro e para nutrição animal, entre outros.
Sustentabilidade
Daniela Manique diz que todas as unidades da empresa no País têm avançado na questão da sustentabilidade. A fábrica de Santo André, na região do ABC, por exemplo, que produz fios e fibras têxteis funcionais e sustentáveis de poliamida, foi a pioneira no Brasil na adoção de processos de reúso de água, com o processo produtivo em sistema de circuito fechado, e tem realizado uma série de projetos voltados para o avanço em direção à economia circular, que valoriza o uso de recursos de fontes renováveis e o consumo consciente.
Em Itatiba, diz ela, onde a empresa produz diferentes tecnologias de especialidades químicas — tendo em vista a atuação em mercados-alvo, tais como Agro, Home e Personal Care, Coatings, Petróleo e Gás e mercados industriais —, os processos produtivos são de baixo impacto ambiental. “A unidade é autossuficiente em termos de uso de água e tem zero emissão para o meio ambiente. Parte desta água é componente para nossos produtos e o restante retorna ao processo industrial após tratamentos específicos”, detalha.
A fábrica de Taboão da Serra, cujo portfólio de produtos é composto de ingredientes aplicados principalmente em formulações de skin care, possui um processo produtivo de cadeia totalmente “verde” — desde suas matérias-primas, que na absoluta maioria são de fontes vegetais e renováveis, passando por um processo fabril de baixíssimas emissões até a biodegradabilidade dos produtos finais.
“Há muito tempo a indústria química mundial já entendeu que nenhuma empresa ou negócio pode crescer às custas do planeta. Por isso, estamos empenhados em construir a Química Sustentável, que utiliza de forma responsável os recursos de que dispõe e valoriza os recursos renováveis em seus processos e no desenvolvimento dos produtos que usamos no nosso cotidiano”, afirma Daniela Manique.
Níveis de gases atingiram índice recorde
Os níveis de gases de efeito estufa na atmosfera atingiram um novo recorde de 407,8 partes por milhão em 2018. No ano anterior, a Organização Meteorológica Mundial (OMM), registrou uma concentração de dióxido de carbono de 405,5 partes por milhão.
Em nota emitida na última segunda-feira, a agência da ONU destaca que essa tendência prossegue a longo prazo, indicando que as presentes e futuras gerações deverão enfrentar impactos cada vez mais severos da mudança climática.
As consequências da situação incluem o aumento constante das temperaturas, a ocorrência de fenômenos climáticos extremos, um maior estresse hídrico, a subida do nível do mar e a alteração dos ecossistemas marinhos e terrestres.
O último Boletim da OMM sobre os Gases de Efeito Estufa destaca que, entre 2017 e 2018, a concentração de CO2 foi muito similar a que foi observada no período anterior. Esse nível esteve ligeiramente acima da média na última década.
A publicação assinala ainda que os níveis globais do gás carbônico ultrapassaram a referência global de 400 partes por milhão, que foram adotadas pelos países em 2015. A OMM também relembra que o dióxido de carbono permanece por séculos na atmosfera e durante períodos ainda mais longos nos oceanos.
Concentrações
O estudo revela ainda que as concentrações de metano e óxido nitroso aumentaram em relação à década passada. As observações foram feitas pela rede Global Atmosphere Watch, que tem estações em regiões remotas como o Ártico, áreas montanhosas e ilhas tropicais.
No ano passado, a concentração do ácido nitroso na atmosfera foi de 331,1 partes por bilhão, uma quantidade que corresponde a 123% dos níveis pré-industriais.
A OMM também destaca que o aumento dessa substância no período entre 2017 e 2018 foi maior do que no ano anterior, e mais alto do que a média de crescimento nos últimos 10 anos.
A agência da ONU destaca a importância do óxido nitroso na destruição da camada de ozônio, que filtra os raios ultravioleta e corresponde a cerca de 6% da força radiativa dos gases de efeito estufa de longa duração.
Investimento nas operações locais continua
A presidente do Grupo na América Latina, Daniela Manique, disse que a Rhodia continuará a investir em suas operações locais. Nos últimos cinco anos, o Grupo Solvay aplicou em torno de R$ 1 bilhão em aquisições, ampliação de produção, implantação de tecnologias e desenvolvimento de novos produtos para os diferentes mercados em que atua na região.
A unidade industrial mais recente da empresa instalada no Brasil é voltada à produção dos solventes de fonte renovável, uma inovação criada no Brasil e que está conquistando seguidamente novos mercados no País e no Exterior. Inaugurada em Paulínia no final de 2018, a fábrica de Augeo está recebendo investimentos para uma nova linha de produção que deverá entrar em operação em meados de 2020.
“Ao longo de 100 anos de atividades no Brasil, a Rhodia construiu uma história de sucesso e esse é um patrimônio do qual o Grupo Solvay não abre mão. A Rhodia tem dado uma enorme contribuição para o desenvolvimento da indústria brasileira e criou raízes profundas com a sociedade brasileira. E nós vamos prosseguir no caminho da construção da Química Sustentável”, conclui a presidente do Grupo Solvay na América Latina.


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