Comércio tem agosto com vendas melhores

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A procura por vestuário, calçados e perfumes garantiu um aumento de 4,77% nas vendas em agosto em relação ao mês de julho no comércio varejista de Campinas e Região. É o que mostra o balanço da Associação Comercial e Industrial de Campinas (Acic). Em relação ao mesmo período do ano passado, o mês também apresentou um desempenho 0,49% melhor. No acumulado do ano até agosto as vendas recuaram -1,04% frente ao mesmo período de 2016, mas os dados mostram que essas reduções estão ficando repetidamente abaixo dos índices anteriores.

Segundo o economista da Associação, Laerte Martins, o “mês dos pais” teve o segundo melhor desempenho do ano atrás apenas de maio, que teve o maior volume no varejo em função do Dia das Mães. “Agosto marcou o início da melhora prevista para o segundo semestre e que deverá se manter gradativamente até o final do ano”, prevê o economista.

Os itens de perfumaria registraram 1,9% de aumento no mês, segundo a pesquisa da Acic. Comerciante no Centro, o lojista Tisei Machima, da perfumaria Good Store, aponta 3% de aumento real nas vendas em agosto e já nota 5% de incremento no movimento no segundo semestre.

A compra a prazo é um comportamento apontado no levantamento da Acic, que destacou a compra parcelada em volume maior em relação ao pagamento à vista – graças às taxas de juros, que estão mais baixas. “O anúncio da queda de 1% na Taxa Selic deverá incrementar ainda mais as vendas a prazo. A perspectiva é que o fim do ano responda um pouco melhor. Em outubro, a liberação de recursos do Pis/Pasep também deve melhorar o poder de compra da população”, diz Martins.

A inadimplência também apresentou queda em agosto em Campinas e na RMC, ficando 30,52% menor em relação a julho, embora ainda tenha tido uma expansão de 5,72% em relação ao mesmo período de 2016. Para Martins, isso é reflexo da utilização do FGTS inativo, que foi usado por muitos beneficiários para pagar contas em atraso. O total de inadimplentes atingiu em agosto cerca 446.889 consumidores campineiros, com uma dívida total de R$ 312,8 milhões (US$ 100,9 milhões). Na RMC, os dados totalizam 1,064 milhão de inadimplentes em agosto, com uma dívida total de R$ 766,1 milhões (US$ 247,1 milhões).



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