Construção Civil vê luz no fim do túnel

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Considerado um dos motores da economia brasileira, o setor da construção civil encerrou 2018 com saldo negativo de 360 postos formais de trabalho fechados ao longo do ano, nas 20 cidades da na RMC (Região Metropolitana de Campinas). Conforme números divulgados ontem pelo Ministério do Trabalho e Emprego, com base no Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, nos 12 meses de 2018 foram contratados 23.705 trabalhadores no setor na RMC, mas 24.065 perderam o emprego no período.

Apesar da quantidade maior de demitidos no ano, o número de dispensas no setor caiu drasticamente na comparação com o ano anterior (2017), quando toda a cadeia da construção civil da RMC fechou 1.229 vagas no saldo daquele ano – tido como o momento mais crítico da crise econômica do País. A redução no desemprego de um ano para outro totaliza 341%.

Entre as 20 cidades da RMC, em oito foram abertas mais vagas do que fechadas no ano passado. O destaque foi Paulínia, onde o setor gerou 1.049 postos de trabalhos no acumulado de 12 meses. Outras cidades que também encerram o ano com saldo positivo foram Artur Nogueira (42 vagas), Campinas (25), Holambra (31), Indaiatuba (116), Jaguariúna (24), Nova Odessa (13), Valinhos (28) e Vinhedo (50) (veja no quadro).

“Nestas cidades, o que se observa é uma ligeira retomada da economia, com reflexo no setor da construção civil através de lançamentos imobiliários, vendas geradas pela melhora do quadro econômico, da estabilidade de emprego, e início de obras de empreendimentos colocados no mercado no decorrer dos últimos 12 meses”, avaliou ontem o presidente da Associação Regional da Construção de Campinas e Região (Habicamp), Francisco de Oliveira Lima Filho.

Ele cita como exemplo três cidades. No caso de Paulínia, onde foram gerados 1.049 postos no saldo, no mesmo período de 2017 o setor havia eliminado 73 vagas. Quanto a Campinas, a cidade passou de 289 vagas fechadas em 2017 para um saldo de 25 abertas no ano passado. Em relação a Indaiatuba, o setor passou de 141 vagas negativa para um saldo de 116 positivas. Entre as cidades da RMC que tiveram saldos negativos no setor figuram Monte Mor, com total negativo de 475 vagas, Americana, com menos 419 postos de trabalho, Sumaré, com 314 de saldo negativo, e Hortolândia, com 256 trabalhadores a menos que em 2018.

Os números, que sinalizam uma clara retomada do setor, deixa o segmento otimista para 2019. A Habicamp estima que o PIB (Produto Interno Bruto) da cadeia construtiva deverá crescer 1,8% ao longo deste ano, ampliando emprego e renda. “Existe grande expectativa por parte de todos os segmentos que formam a cadeia da construção civil em decorrência do otimismo em torno da economia e dos próprios trabalhadores, que começam a voltar às compras e a se planejar para aquisições”, avalia o presidente da Habicamp. “As construtoras e incorporadoras sentiram isso no último trimestre de 2018, voltando com lançamentos imobiliários, que devem se intensificar neste início de ano, onde já temos notícias de sete lançamentos confirmados em janeiro”, completa.

Para Fernando César Romero, proprietário da Metro4 Construtora e Incorporadora, de Americana, a expectativa é mesmo por uma nova fase. “Mas ainda continuamos cautelosos, analisando o novo governo e o quanto de investimento teremos para o setor”, disse. Segundo o empresário, será um crescimento lento, já que ainda existe um estoque grande de apartamentos e casas novas para serem vendidas. “Mas estamos acreditando, porque o setor gera muitos empregos e gira a economia”, afirmou.



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