Coworkings crescem e Campinas instala rede

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Os coworkings, espaços compartilhados de trabalho, estão conectando as pessoas, não apenas digitalmente, mas presencialmente. Quem trabalha em home-office sabe das dificuldades de trabalhar de forma isolada. Essa busca por facilidade de estrutura, redução de custos, networking e geração de negócios fez com que o coworking no País crescesse este ano 114% em relação a 2016.

Hoje são 810 no total, segundo o Censo Coworking 2017. Campinas é a primeira cidade do Brasil, fora seis capitais, com maior número de espaços como esse, totalizando 21. Está à frente de Brasília, por exemplo. Esse crescimento tem ocorrido nos últimos dois anos, mas teve um grande salto em 2017. Campinas também é a primeira do Estado a criar uma rede de coworkings. Pelo menos dez dos 21 da cidade se uniram para fortalecer o setor e conseguir prestar o melhor serviço.

“São profissionais das mais distintas áreas utilizando o mesmo espaço, trocando opiniões e criando parcerias”, disse o criador do Coworkings em Rede, Eduardo Belluzzo. “Criando a rede pretendemos reunir conhecimento de todos esses espaços e ampliar ainda mais as oportunidades de negócios”, explicou. “Muitos procuram o coworking para usar computador, telefone e estrutura de escritório. Outros, para fazer uma reunião. Profissionais de diversas áreas utilizam o espaço até para dar uma oficina ou realizar um evento de lançamento de produtos e serviços”, falou o especialista que também é sócio-administrador da Terracota Coworking. Segundo ele, os custos mensais variam entre R$ 500 e R$ 700 (US$ 158,7 e US$ 222,2). “Bem mais barato do que um aluguel, condomínio e muitos outros gastos que um escritório exige”.

Para o criador do Coworkings em Rede, Eduardo Belluzzo, Campinas se destaca por ser uma indústria criativa. “Já estamos à frente por esse motivo e espaços como esse, que dão liberdade e troca de informação permitem um trabalho ainda mais criativo”, falou. Outros órgãos envolvidos são: Fundação Fórum Campinas Inovadora, entidade criada para promover a Ciência, a Tecnologia e a Inovação, Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) e Ciatec (Companhia de Desenvolvimento do Polo de Alta Tecnologia de Campinas), além do Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer.

 

Semana de Coworking

O avanço do conceito acabou criando ainda a Semana de Coworking, que acontece na cidade até amanhã. “A ideia é difundir o tema para promover novas ideias de negócios que envolvam criatividade e tecnologia”, disse o idealizador. Eventos como os que acontecem em Campinas serão realizados no País todo, lembrando o surgimento desses espaços compartilhados. Uma página no Facebook da Semana de Coworking detalha como serão os encontros, locais e horários. A abertura aconteceu na noite de ontem.

 

Integração com Prefeitura é meta para crescimento

Para aumentar ainda mais o crescimento do negócio em Campinas, o criador do Coworkings em Rede procurou a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Social e de Turismo. “Nossa ideia é trocar experiências também com o poder público para embasar ainda mais o crescimento da rede”, disse Eduardo Belluzzo.

Para o secretário da Pasta, André von Zuben, “os espaços chamados coworkings estão em plena ascensão, ainda mais numa cidade como Campinas, que é polo tecnológico e também abriga grandes universidades. Essa rede de colaboradores e de networking fortalece de forma importante o mercado de trabalho, ampliando e gerando oportunidades e permitindo o giro da economia, mesmo em recuperação no País. Estamos abertos para apoiar a ideia e fortalecer o diálogo. O conceito ainda é novo e prevemos muito crescimento pela frente. Vamos ajudar na divulgação dessa tendência mercadológica”, enfatizou.



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