CPFL mira firme no mercado não regulado

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O grupo CPFL Energia cada dia mais diversifica a sua plataforma de negócios apostando no setor não regulado – como os serviços e produtos em geração distribuída, eficiência energética e mercado livre. O grupo vai investir entre 2017 e 2021 um total de R$ 157 milhões (US$ 48 milhões) para alavancar esses segmentos. Atualmente, as receitas geradas pelas subsidiárias responsáveis pelos projetos correspondem a 6% do Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização).

A expectativa é que a participação cresça nos próximos anos. Otimistas, executivos da companhia afirmaram ontem que as projeções futuras são animadoras e que o início deste ano já mostra uma economia bem melhor do que no ano passado. Mas há riscos no horizonte, como as eleições deste ano e mudanças regulatórias que podem afetar as os preços. A empresa aposta no uso de tecnologia de ponta e também de novos serviços e produtos para ampliar a participação no mercado.

A diretora de Regulação Estratégica e Inteligência de Mercado, Fabiana Lopes Avellar, afirmou que o setor elétrico passa por uma mudança com o consumidor podendo hoje escolher produzir energia e ainda comprar o insumo em ambientes como o mercado livre. “A CPFL adotou uma série de ações para oferecer ao mercado as melhores soluções. Também estamos investindo em tecnologia. Um exemplo é o Projeto CPFL Inova que vai apoiar startups que desenvolvam tecnologia para o setor elétrico”. Ela apontou que foram investidos R$ 51 milhões (US$ 15,6 milhões) no ano de 2016 nos negócios não regulados e o valor entre os anos de 2017 e 2018 será de R$ 157 milhões (US$ 48 milhões).

O diretor de Eficiência Energética da CPFL Eficiência, Pablo Becker, afirmou que a Envo (empresa criada pela CPFL Energia para gerir o negócio de energia solar) tem planos de expansão da área de atuação e também novos produtos. “O segmento de geração distribuída está em crescimento. Temos 30% do mercado na nossa área de atuação. Nossa área de atuação, no primeiro momento, foi Campinas e um raio de 100 quilômetros. Mas vamos expandir para outras praças nos próximos meses. Já temos projetos em várias partes do País”, disse.

 

Mercado livre

O diretor-presidente da CPFL Brasil, Daniel Marrocos Camposilvan, afirmou que o mercado livre tem hoje 5 mil consumidores no Brasil, para um potencial estimado de 180 mil. Ele comentou que o segmento registrou um boom no ano passado. “Dos 5 mil consumidores do mercado livre, 4 mil são de fontes incentivadas”, disse. Ele comentou que setor cresceu como um todo 26% no ano passado. “A CPFL cresceu 50%. A perspectiva para este ano é de estabilidade em relação a 2017. O crescimento orgânico do mercado como um todo deve ficar em 3% a 4% e um aumento gerado por novos consumidores deve ser de 5%. No total, deve chegar a 10%”. O executivo vê um novo boom em 2019, e avalia que o movimento de migração para o mercado livre “não tem volta” – pequenas e médias empresas também já começam a buscar contratos de compra de energia. 



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