Cresce o mercado livre de energia

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Indústrias e estabelecimentos comerciais buscam no mercado livre uma alternativa para reduzir em até 20% a conta de luz. Somente na região de Campinas, a migração do setor cativo de energia elétrica para o mercado livre tem crescido 41,4% ao ano. Essa alternativa consiste em comprar eletricidade diretamente da fonte, sem tarifas aplicadas pelas concessionárias de energia, tendo no caminho apenas uma comercializadora. Com a redução dos custos operacionais, as empresas se tornarem mais competitivas.

Informações do Grupo CPFL mostram que o número de clientes livres na região vem crescendo a um ritmo de 41,4% ao ano desde 2002, somando 510 consumidores ao final de novembro do ano passado. A maior parte dos clientes está no setor varejista e têxtil. Mas empresas dos mais variados setores estão migrando em busca de economia, como é o caso da Sociedade de Abastecimento de Água e Abastecimento (Sanasa) que recentemente anunciou que vai migrar para o mercado livre e com isso espera uma economia de 15%, o correspondente a cerca de R$ 7 milhões (US$ 2,2 milhões) por ano e mais de R$ 28 milhões (US$ 8,8 milhões) em quatro anos.

Com a adesão ao mercado, as empresas deixam de ser clientes das distribuidoras, como as residências e o comércio, e passam a comprar energia diretamente dos geradores, como usinas hidrelétricas, termelétricas ou de comercializadores, por meio de contratos bilaterais com condições livremente negociadas. No mercado livre, do qual participa quem consome mais de 500kW, é possível, além de escolher de quem vai comprar a energia, definir em contrato o período de duração de fornecimento e o valor a ser pago. Ao ter a liberdade de negociar de quem comprar energia e em condições bilaterais (indexação, prazo de contrato e preço), os clientes obtêm economia de 15% a 20% e previsibilidade na conta de luz.

De acordo com o Grupo CPFL, em função deste cenário, o mercado livre na RMC registrou uma forte expansão nos últimos dois anos. De 2015 para 2016, o crescimento foi de 71%, com o número de clientes passando de 229 para 391. De 2016 para 2017, esse aumento foi de 30%, alcançando 510 consumidores livres. Se, no passado, o mercado era puxado por grandes indústrias e estabelecimentos comerciais, a migração hoje tem sido puxada especialmente por varejistas, universidades, bancos, hospitais e outros clientes de menor porte.

Atualmente, Campinas lidera o ranking do número de clientes livres na região. A cidade possui 154 consumidores no mercado livre. Americana está em segundo lugar, com 47 consumidores, seguido por Sumaré (44), Paulínia (41), Santa Bárbara D’Oeste (40), Indaiatuba (39), Itatiba (25), Hortolândia (24), Vinhedo (24), Nova Odessa (21), Amparo (26), Valinhos (13), Cosmópolis (9), Monte Mor (6), Morungaba (6) e Lindoia (1).

A CPFL Brasil é uma das principais comercializadoras do mercado livre brasileiro, e líder na comercialização de energia renovável. “O mercado livre de energia é uma excelente alternativa para aquelas companhias que desejam ter uma mais independência e gestão no consumo de energia elétrica, aliando economia, previsibilidade e sustentabilidade”, diz o diretor-presidente da CPFL Brasil, Daniel Marrocos. De acordo com a CPFL, além de ampliar a competitividade dos consumidores, a migração para o mercado livre também contribui para tornar os seus processos produtivos mais sustentáveis. 



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