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A primeira IMAGEM PDF Imprimir E-mail
Correio Popular  -  Qua, 19 de Abril de 2017

Experimentações no Vagão Analógico, um dos destaques do 10º Festival Hercule Florence, evento de fotografia que começa hoje em Campinas, propõe uma viagem pelos primórdios da técnica fotográfica. De sexta a domingo, o vagão, estacionado na Estação Cultura “Antonio da Costa Santos”, será transformado em uma câmera obscura, com a projeção de imagens do lado externo dentro do vagão, de cabeça para baixo e invertidas, como são vistas antes do cérebro processar a imagem. “Qualquer compartimento fechado, se tiver um furinho que seja, vai projetar a paisagem que estiver à sua frente de cabeça para baixo e invertida”, explica Ana Angelica Campos, uma das curadoras do festival ao lado de Sylvia Furegatti. Câmera obscura, ou escura, é um aparelho óptico baseado no princípio de mesmo nome, que esteve na base da invenção da fotografia no início do século 19. O vagão vai funcionar como câmera obscura de sexta a domingo, com entrada franca.
Na mesma linha, remetendo ao começo da fotografia, a Estação Cultura vai abrigar duas oficinas de cianotipia: Navegação da Postagem, com Carolina e Juliana Engler, na sexta; e Projeto Herbarium, com Arcilia Lima, no domingo. O cianótipo é um processo histórico de fotografia e consiste em “pintar” papéis com uma solução fotossensível e levá-los ao sol, com objetos sobre estes, para ser impresso. As oficinas vão mostrar como trabalhar o cianótipo — sua aplicação e revelação. Para a oficina de sexta, as inscrições podem ser feitas na hora. Já a oficina de domingo terá fluxo contínuo e dispensa inscrições. “Faremos um passeio pelo entorno da Estação Cultura, recolhendo folhas, plantas e outros materiais que serão levados ao vagão para compor os cianótipos. Lá faremos a composição com fixador e reagente, usando a cianotipia, que transforma o papel comum em fotográfico”, afirma Arcilia. Segundo ela, o cianótipo ou cianotipia foi criado por Sir John Herschel em 1842 e se baseia na sensibilidade dos sais de ferro à luz. É considerado um dos primeiros processos de impressão fotográfica no papel e tem esse nome por produzir imagens em tons de azul (ciano).
Rinocerontes e memes
O festival também reúne nomes de peso da fotografia de Campinas e do Brasil. Miguel Chikaoka apresenta um painel com milhares de fotografias formando uma grande imagem. Érico Hiller fala sobre o trabalho que desenvolveu sobre rinocerontes; o grupo No Future faz uma intervenção no túnel de pedestres que passa por baixo da Estação Cultura, e o grupo Erro 99, de Belo Horizonte, realiza uma oficina de memes — como são chamadas as imagens que “viralizam” — ou ganham muita popularidade —, na internet.
 


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