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Homenagem a um gênio da escultura PDF Imprimir E-mail
Correio Popular  -  Dom, 10 de Junho de 2018

Lélio Coluccini nos deixou há 35 anos. Sua memória e suas obras, entretanto, seguem bem vivas. Muitas de suas esculturas podem ser vistas em Campinas, porém, grande parte da população desconhece o fato. O Cemitério da Saudade, por exemplo, é um verdadeiro acervo público de trabalhos do ítalo-brasileiro, além de outros artistas. O fascínio pelas realizações do escultor e pintor, motivaram o cineasta português Fernando Figueirinhas a produzir e dirigir um documentário de curta duração sobre ele.
"Escultores são bem ecléticos e não há melhor desenhista do que um escultor, pois ele imagina a figura e a desenvolve tridimensionalmente. Diferente de outros, quando eu olho para um busto feito pelo Coluccini, consigo traçar um perfil daquela pessoa. Conhecer e saber o que ela pensava. Vislumbrar a forma como ela enxergava o mundo", comenta Figueirinhas. Para o diretor, Lelio ousava na criatividade, porque era inconformado com o comum, característica pessoal que o levava a desprezar a moda da época.
Além de inúmeras exposições e mostras, Lélio Coluccini recebeu algumas honrarias, das quais se destacam o Prêmio Governador do Estado de São Paulo (1952 e 1964) e o Prêmio Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (1974). Dentre os monumentos de Coluccini presentes na cidade, estão entre outros, Andorinhas, pelo bicentenário da cidade; ao presidente John F. Kennedy, A Santa Ceia (altar da Igreja do Carmo) e Aos Imigrantes. O último, inaugurado em 1970 e situado na Praça Santa'Ana, no Distrito de Sousas, foi escolhido por Figueirinhas para ser cartaz do filme. Isto, porque ele retrata a vida de Lelio, segundo o diretor.
"Trata-se de um casal de imigrantes italianos com um bebê no colo. Com esperança, o pai está olhando para o futuro, pensando nas perspectivas de um novo mundo - no caso, o Brasil. A mãe está com uma expressão cabisbaixa, demonstrando certo receio", explica Figueirinhas, citando que, na época, a Itália vivia um período de miséria sob o comando de Benito Mussolini.
Um dos personagens do documentário é o advogado Danglares Narciso Gomes, reconhecidamente um dos melhores amigos de Lelio. Na obra cinematográfica, o jurista define o escultor como um ser humano extremamente sentimental e lamenta o reconhecimento recebido por ele até hoje, julgando como insuficiente. Gomes afirma que Coluccini projetou Campinas no mundo com suas esculturas. "O Brasil não tem memória", critica, antes de relembrar que o colega morreu aos 73 anos, em 24 de junho de 1983, sofrendo de depressão e isolado de todos.
 
Mais sobre a película
Lélio Coluccini: Um gênio criador foi lançado no último dia 5 de maio, na sede da Academia Campinense de Letras, Ciências e Artes das Forças Armadas, na Avenida Marechal Deodoro, nº 525, no centro. A entidade é presidida atualmente pelo Capitão de Mar e Guerra, Ronald dos Santos Santiago, que apoiou o projeto desde o início. As imagens e edição foram feitas por Flávio Antônio Machado.
 

 

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