Desenvolve SP triplica desembolso a Campinas

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Se os grandes negócios sofrem com a crise, os pequenos e médios ficam ainda mais vulneráveis às intempéries geradas pela recessão. O caminho para se manter no mercado e crescer é inovar. Campinas registrou um aumento de 269% nos desembolsos de recursos realizados pela Desenvolve SP, agência de fomento do governo paulista, no primeiro trimestre deste ano. O volume subiu de R$ 466,3 mil (US$ 149 mil) para R$ 1,7 milhão (US$ 543,1 mil). Mas na Região Metropolitana de Campinas (RMC), houve uma queda de 51%. Os empréstimos somaram neste ano R$ 2,7 milhões (US$ 862,6 mil) entre janeiro de março.

De acordo com a Desenvolve SP, 70% do valor foram direcionados para projetos inovadores em empresas que utilizaram os recursos na criação ou melhoria de produtos, processos e serviços. O órgão informou que os investimentos servem para que os pequenos escapem da crise. Segundo a agência, os recursos também foram direcionados para modernização, compras de máquinas e equipamentos, e operações de capital de giro.

Segundo a Desenvolve SP, 60% dos mais de R$ 2 milhões (US$ 639 mil) foram emprestados para as empresas prestadoras de serviços. Outros 34% foram desembolsados para investimentos do comércio e 6% foram consumidos pelas indústrias. Em nota, o presidente da agência, Milton Luiz de Melo Santos, afirmou que inovar é fundamental para elevar a competitividade. “Investir em inovação, sobretudo em tempos de crise, é fundamental para que as empresas não percam competitividade e fechem as portas. Nesse sentido, as empresas da RMC têm se destacado, buscando alternativas para reduzir custos, aumentar receitas ou sua eficiência operacional”, disse.

Os dados de Campinas mostram que os serviços também lideraram os financiamentos na Desenvolve SP. O setor emprestou 54% do R$ 1,7 milhão (US$ 543,1 mil). Em seguida, ficou o comércio com 37% e depois veio a indústria, com 9%. No Estado de São Paulo, o crescimento dos financiamentos ficou em 58%. O volume emprestado atingiu R$ 78,2 milhões (US$ 25 milhões) nos primeiros três meses deste ano. 



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