Nova Odessa planeja investir R$ 88 mi em saneamento nos próximos 20 anos

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Para acompanhar o crescimento populacional, garantir o abastecimento da cidade e manter o índice de 100% do esgoto coletado tratado, Nova Odessa terá de investir aproximadamente R$ 88 milhões nos próximos 20 anos. É o que mostra um estudo apresentado na última sexta-feira (29) em Audiência Pública no auditório da prefeitura. O encontro teve objetivo de discutir as diretrizes do novo Plano Municipal de Saneamento Básico do município.

O documento, que agora segue para a Câmara como minuta de projeto de lei, prevê obras de modernização da rede de distribuição de água, uma nova ETE (Estação de Tratamento de Esgoto), além de uma série de investimentos, medidas e ações para garantir a segurança hídrica e o equilíbrio ambiental na cidade.

Ao revisar o Plano Municipal de Saneamento Básico, em vigor desde 2013, a NS Engenharia Sanitária e Ambiental – empresa especializada contratada pela Coden (Companhia de Desenvolvimento de Nova Odessa) – calculou a necessidade de investimento de R$ 43,65 milhões no sistema de abastecimento de água.

A estimativa considera a conclusão das obras da ETA 2, em construção da região do “Pós-Anhanguera”, ao custo de R$ 4,9 milhões, novos trechos de rede, troca de tubos antigos, ligações domiciliares e hidrômetros. A unidade deve ser concluída no ano que vem. Com os novos investimentos, a capacidade de tratamento de água nas duas estações – ETA Bela Vista e ETA 2 – subirá de 230 litros por segundo para 272 l/s, vazão suficiente para atender a população até 2039.

Seguindo parâmetros do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o estudo projetou a cidade – que hoje tem 60,1 mil pessoas – com 78.545 habitantes em 20 anos.

O levantamento ainda mostra que a continuidade da modernização da rede de distribuição fará com que o índice de perdas de água tratada seja reduzido dos atuais 26% para 20% até 2031.

“É um índice de países desenvolvidos, dentro da meta estabelecida pelo Consórcio PCJ (Consórcio Intermunicipal das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí) e do Plano Estadual de Saneamento Básico”, afirmou Ricardo Ongaro, diretor-presidente da Coden.

ESGOTO

No sistema de coleta e tratamento de efluentes, o novo plano municipal prevê a construção de uma nova estação de tratamento no Córrego Capuava.

O documento sugere que estudos de viabilidade sejam iniciados já em 2020. Com a nova ETE, o município ampliaria a capacidade de processamento de 180 para 230 litros por segundo, garantindo o tratamento 100% até 2039.

A proposta também prevê a ampliação da rede coletora e novas ligações de esgoto.

O investimento previsto é de R$ 34,5 milhões.

Também estão previstos R$ 9,8 milhões em programas de melhoria, prevenção e manutenção dos sistemas de água e esgoto.



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