Região se une para salvar o Ribeirão Quilombo

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Novos investimentos serão feitos por Campinas dentro do esforço regional para a recuperação do Ribeirão Quilombo. O manancial, altamente poluído, nasce em Campinas, passa por Paulínia, Hortolândia, Sumaré, Nova Odessa e Americana, e no seu curso vem provocando desastres naturais, mortes e prejuízos materiais causados por enchentes, deslizamentos e outros acidentes resultantes de sua degradação ambiental. Um dos investimentos, de cerca de R$ 9,5 milhões (US$ 2,3 milhões), será feito na implantação do Parque Linear do Córrego da Lagoa, um dos afluentes do Quilombo. O córrego passa pelos bairros Vila Costa e Silva, Chácara dos Amarais, Jardim Campineiro e Jardim São Marcos. O projeto conceitual, elaborado por alunos do curso de Arquitetura da PUC-Campinas em parceria com a Secretaria do Verde, está pronto, segundo o secretário Rogério Menezes. A Prefeitura busca financiamento.

Outro investimento previsto é a ampliação, pela Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento (Sanasa), da estação de tratamento de esgoto San Martin. A empresa está realizando os estudos de viabilidade, elaborando projeto, mas ainda não tem uma estimativa do custo. Mas independentemente dessa ampliação, a redução de despejo de esgoto nos afluentes do Quilombo já está em curso. A ETE São Marcos reduziu a carga orgânica no Córrego Taquaral, um dos afluentes do ribeirão e até abril, um reforço de peso na despoluição entrará em operação, com a inauguração da Estação de Produção de Água de Reúso Boa Vista. O investimento nessa estação está em R$ 55 milhões (US$ 13,4 milhões). Segundo Menezes, a recuperação do Quilombo será uma realidade com esse esforço regional. Ontem, o Consórcio das Bacias PCJ reuniu técnicos e prefeitos das cidades da bacia do Quilombo para verificar as ações que já foram desenvolvidas de recuperação do curso d’água desde o último encontro técnico e discutir os desafios dos próximos passos de despoluição.

O presidente do Consórcio e prefeito de Nova Odessa, Benjamim Bill Vieira de Souza (PSDB), afirmou que avanços importantes estão sendo obtidos pelo esforço regional. Entre elas, a construção de reservatórios de Macrodrenagem em Campinas, na região da bacia do Quilombo, ampliação da capacidade e melhoria da ETE Quilombo, em Nova Odessa, a instalação de estações de medição de qualidade da água do ribeirão pela Companhia Ambiental do Estado (Cetesb), plantio e recuperação de matas ciliares ao longo do curso. O Ribeirão Quilombo possui extensão aproximada de 54,7km desde a sua nascente, em Campinas, até a sua foz no Rio Piracicaba, no município de Americana. O curso d’água cruza ainda os municípios de Sumaré, Nova Odessa e parte das divisas territoriais de Paulínia e Hortolândia.

 

PCJ estima recursos de R$ 196 milhões (US$ 47,8 milhões)

Estimativa do Consórcio das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ) indica que serão necessários R$ 196 milhões (US$ 47,8 milhões) de investimentos nos próximos dez anos para a recuperação do Ribeirão Quilombo. O valor envolve a recuperação de matas ciliares e obras de combate a enchentes, mas não inclui os aportes necessários ao tratamento de esgoto, para melhorar a qualidade de suas águas. Para a recuperação de matas ciliares do Ribeirão Quilombo e seus principais afluentes será necessário o plantio de 585 mil mudas nativas, com aportes financeiros de R$ 11,7 milhões (US$ 2,9 milhões). Já para ações de construção dos 11 reservatórios de macrodrenagem e contenção de cheias o aporte é bem maior, sendo necessários R$ 184 milhões (US$ 44,9 milhões).



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