Santa Bárbara busca nova tecnologia para descarte do lixo

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Uma das poucas cidades da RMC (Região Metropolitana de Campinas) a operar seu próprio aterro sanitário, Santa Bárbara d’Oeste planeja acabar, nos próximos anos, com a prática de enterrar o lixo. A prefeitura recebe até esta sexta-feira manifestações de interesse de empresas interessadas no manejo dos resíduos sólidos produzidos pelo município. O objetivo é obter, seja por concessão, licitação ou PPP (Parceria Público-Privada) uma nova tecnologia. O TODODIA apurou que sete empresas já realizaram esse cadastro prévio. Após a análise dessas inscrições, a Administração vai dar acesso às habilitadas aos dados do chamado “ciclo completo” dos resíduos domésticos, que inclui a coleta, destinação e tratamento.

Apenas com a empresa terceirizada que executa a operação, manutenção e monitoramento do aterro, Santa Bárbara gasta cerca de R$ 10 milhões (US$ 2,4 milhões) por ano. O objetivo é, com o subproduto gerado, reduzir ou até mesmo zerar esse valor. “Estamos buscando uma nova tecnologia que não seja aterrar o lixo. Temos um espaço com estudos para ampliação, mas recebemos algumas empresas que fazem o tratamento. Algumas produzem gás, outras transformam os resíduos em energia e há ainda a compostagem”, explica o secretário municipal do Meio Ambiente, Cleber Canteiro. Com os dados em mãos, as empresas interessadas terão 60 dias para formular uma proposta. Essas ofertas farão com que o município decida o modelo de contratação. “É importante que, seja qual for o sistema, ele seja viável economicamente, se pague. Senão você tem um problema no município”, completa Canteiro. A expectativa da Secretaria é concluir esse procedimento no primeiro semestre de 2020.

O aterro municipal de Santa Bárbara tem licença da Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) para receber resíduos até maio de 2022, mas sua vida útil atual é estimada em 18 meses. Como “plano B” para o caso de não conseguir um parceiro antes disso, a prefeitura deu início ao processo de licenciamento de uma nova “cava” – área de aterramento de lixo – que deve ser concluído no próximo ano.



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