Energia solar vai iluminar o Corredor Metropolitano

Imprimir   |   Enviar por e-mail

Até o final do ano, as 20 paradas de ônibus do Corredor Metropolitano entre Santa Bárbara d’Oeste e Americana, que está em obras, serão iluminadas por energia solar. As placas fotovoltaicas começaram a ser instaladas no teto dos abrigos no início de outubro e 14 deles, nesse trecho, já estão instalados. A expectativa da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU) é que o investimento, de R$ 6,7 mil por parada, se pague em 37 meses.

O projeto-piloto vai avaliar a viabilidade técnica e econômica do uso da fonte solar na iluminação dos pontos de ônibus, e servirá de base para levar a tecnologia a outros locais no Estado, disse a superintendente de engenharia da EMTU, Maria Tereza Fernandes Rodrigues Campos.

A energia gerada não é usada diretamente nas lâmpadas dos pontos de ônibus. A quantidade gerada durante o dia é jogada na rede de energia. A fonte que ilumina os pontos de ônibus à noite vem da rede elétrica, a qual estão conectados. Esse modelo foi adotado, segundo Maria Tereza, para ter mais confiabilidade no fornecimento da energia. “Não podemos correr o risco de, com alguma pane, deixar os pontos de ônibus no escuro. É uma questão de segurança”, disse.

A estimativa é que a geração de energia pelas placas solares seja maior do que o consumo, o que vai gerar um crédito com a concessionária de energia, a ser abatido na conta de luz. A previsão, disse a superintendente, é de economia. Medições diárias estão sendo realizadas para calcular a economia que resultará nos custos da conta de luz. Segundo ela, o esperado é que o investimento se pague em três anos. As placas foram adquiridas da Weg, empresa brasileira.

 

Histórico

Os estudos para a geração de energia solar nas paradas de ônibus começaram em 2015, segundo o engenheiro Carlos Alberto Pinto Coelho. A opção pelo sistema “on grid”, observou Maria Tereza, foi por questão de segurança. Sempre que houver excedente de energia gerada pela luz solar, ela é armazenada na rede elétrica, gerando descontos na conta independentemente do período do dia. Se a energia gerada não for suficiente, a rede elétrica compensa o que faltar. No fim das contas, o valor a ser pago à distribuidora será a energia consumida da rede elétrica menos o que foi produzido pelas placas solares. “Se produzirmos mais do que consumirmos, teremos um crédito para ser usado em qualquer instalação que esteja no mesmo CNPJ”, afirmou.

 

Estações do BRT podem adotar solução

As estações dos corredores Campo Grande e Ouro Verde, em Campinas, poderão utilizar a energia do sol para iluminá-las. O secretário de Transportes, Carlos José Barreiro, afirma que o projeto não prevê a energia fotovoltaica, mas como pretende fazer uma concessão das estações, isso será considerado, ou seja, usar o espaço dos telhados para coletores solares.

A energia solar vem sendo usada na iluminação de ciclovias e praças de Campinas. Cerca de 3 quilômetros de vias especiais para bike já usam a energia solar. São 1,4 km na Norte Sul e 1,6 km na Baden Powell. Segundo o secretário do Verde, Rogério Menezes, a iluminação solar foi instalada na Praça Oswaldo Aranha, na Vila Nogueira, praça do Residencial Cosmos e na Lagoa do Jambeiro.

 



http://www.agemcamp.sp.gov.br/wp-content/plugins/wp-accessibility/toolbar/css/a11y-contrast.css