Câmara Temática de Saneamento e Meio Ambiente discute gestão de resíduos sólidos na RMC

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Reunião da CT de Saneamento aconteceu na sede da Agemcamp

Reunião da CT de Saneamento aconteceu na sede da Agemcamp

     A Câmara Temática de Saneamento e Meio Ambiente da RMC realizou a segunda reunião do ano para buscar regionalmente soluções de aprimoramento da gestão dos resíduos na Região, tanto sólidos, oriundos de demolição construção civil, quanto orgânicos, originados de poda e varrição. A reunião aconteceu no dia 29 de novembro, na sede da Agemcamp, em Campinas, e reuniu secretários e técnicos municipais.

     Convidado pela Agemcamp, o Secretário Municipal de Serviços Públicos de Campinas, Ernesto Paulella, apresentou o projeto de implantação de uma Unidade Recicladora de Materiais, com capacidade de processar entre 500 e 600 caçambas por dia de resíduos de demolição e da construção civil. Segundo Paulella, o resíduo da construção civil responde pelo maior volume gerado de resíduos sólidos em Campinas, sendo três vezes maior que o número de resíduos urbanos, e que, mesmo com a usina de beneficiamento, ainda há muita fuga e áreas clandestinas de desova, que responde por 5 mil ton/mês distribuídos em 100 pontos da cidade.

     A utilização do material reciclado foi tema de debate. Em Campinas, 100% do material reciclado é usado pela prefeitura nas 1.500 km de estradas rurais do município e na pavimentação de novos bairros. Em Engenheiro Coelho, os resíduos são triturados e geridos pelo CONSAB (Consórcio Intermunicipal de Saneamento Ambiental), para serem utilizados na manutenção de estradas rurais. O Secretário Paulella ressalta que esse material pode também ser usado para produzir calçamento permeável para vias públicas

     Especificamente em relação aos resíduos sólidos urbanos, segundo Paulella, estima-se que uma usina com capacidade para tratamento deste material gerado em toda a RMC custaria R$ 2 bilhões. Ações em conjunto certamente seriam mais eficientes por conta dos ganhos de escala. Hoje Campinas gasta R$ 4 milhões/mês para levar o lixo para um aterro localizado em Paulínia,  gerenciado pela Estre – Empresa de Serviços Ambientais. O mesmo aterro é também destino dos resíduos domésticos da maior parte dos municípios da RMC. Atualmente, os municípios gastam com coleta e transporte de lixo uma média de R$ 200/tonelada de lixo. Com uma solução regionalizada, estima-se que o custo arcado por cada município para dar fim ao lixo poderia cair pela metade.

     Os resíduos verdes, originados da poda e varrição, também foram pautados na reunião da Câmara Temática, assim como seus impactos ambientais na forma de emissões de carbono e projetos de compostagem. Em Campinas são 100 toneladas de material por dia, que são destinadas ao aterro da Estre. De acordo com a assessora técnica da Agemcamp – Esther Menezes – é consenso entre os membros da Câmara Temática que a gestão de resíduos sólidos deve ser coletiva e regionalizada para ser mais eficaz. Também foi ressaltada a necessidade de um maior aporte de recursos por parte do governo estadual e da União para o desenvolvimento de projetos e ações nesta área.

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