Hospital das Clínicas da Unicamp bate recorde de transplantes

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O Hospital de Clínicas da Unicamp (HC) bateu recorde nos transplantes realizados no ano de 2017. Somando os procedimentos realizados nas cinco áreas que o HC abrange, foram 485 transplantes realizados no ano passado, superando em 134 as cirurgias em 2016. Os transplantes de rins, fígado e córnea merecem destaque, já que superaram as marcas anteriores. Outro passo importante foi o aumento nas notificações e doações de órgãos captados pela Organização de Procura de Órgãos do HC. As notificações são feitas quando o hospital identifica um paciente com potencial para doação. No ano passado foram 371 avisos contra 334 em 2016. Das notificações, 132 se converteram em doadores em 2017, contrapondo às 97 no ano anterior. Após as conquistas, o HC pretende avançar incluindo no rol os transplantes de pulmões e pâncreas, além de atender pacientes portadores do vírus HIV com doença renal crônica.

Os transplantes que atualmente são realizados na unidade são os de medula óssea, rim, fígado, córnea e de coração. Os procedimentos cardíacos foram os únicos que tiveram queda, passaram de 8 em 2016 para 6 no ano passado. Todos os outros superaram as marcas de 2016 e alguns bateram, inclusive, o recorde histórico do HC.

O transplante de córneas, por exemplo, começou a ser realizado no local em 1991, e teve seu ápice em 2002, quando 130 procedimentos foram realizados. Em 2017 houve um aumento de 67%, atingindo 218 transplantes. Os 70 transplantes de fígado feitos no ano passado ultrapassam em 27% a marca histórica de 2008, e os de rim também superaram o recorde, de 146 procedimentos em 2010, quando houve um maior número de cirurgias. Em 2017 foram 148.

A professora e coordenadora dos transplantes hepáticos, Ilka Boin, explica que o aumento nas cirurgias de transplante só foi possível devido ao aumento na captação de órgãos. Marilda Mazzali, que coordena o Programa de Transplante Renal da Unicamp, conta que a meta no início de 2017 era de realizar 140 transplantes, mas o ano foi encerrado com oito procedimentos a mais, estes feitos com doador vivo.

 

Mais áreas

Para avançar na oferta de transplantes para pacientes, para o ano que vem a expectativa é que a equipe de cirurgia torácica do HC já esteja credenciada para realizar os procedimentos, segundo a médica Elaine Cristina de Ataíde. Eles já passaram por capacitação no Canadá. Marilda explica que os transplantes de pâncreas têm pouca demanda devido aos novos medicamentos para o tratamento da diabetes.

Em maio deste ano, pacientes com o vírus HIV e que tenham doença renal crônica poderão passar por transplante na unidade. Segundo Marilda, foi preciso fechar uma equipe com integrantes da área de infectologia para poder combinar os medicamentos para o tratamento do vírus com os que são tomados no pós-transplante, além de cuidados prévios para que a imunidade do paciente se estabilize antes do procedimento. “Já temos cinco pacientes em preparo para fazer o transplante”, explicou. 



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