Mata ganha trilha suspensa em 2020

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A Mata de Santa Genebra vai ganhar uma trilha suspensa e acessível, de cerca de um quilômetro, para ser utilizada também por cadeirantes, pessoas com mobilidade reduzida e idosos. A trilha ligará a sede da Fundação José Pedro de Oliveira ao Borboletário pela borda da maior floresta urbana da Região Metropolitana de Campinas. A fundação abriu ontem tomada de preços para contratar empresa especializada em prestação de serviço de engenharia civil para elaboração do projeto executivo e execução de obras com fornecimento de material. A abertura das propostas está marcada para 1º de dezembro.
Os recursos necessários para a instalação da passarela, de R$ 1,5 milhão, foram aprovados pelo Fundo de Recuperação, Manutenção e Preservação do Meio Ambiente (Proamb). O projeto é resultado de uma parceria entre a PUC-Campinas e a Secretaria do Verde e do Desenvolvimento Sustentável e foi elaborado por alunos do curso de Arquitetura.
O presidente da Área de Relevante Interesse Ecológico (Arie Mata de Santa Genebra), Sinval Dorigon, prevê que a trilha suspensa estará concluída até o final do primeiro semestre de 2020. Segundo ele, o equipamento já estava previsto no Plano de Manejo da Mata, aprovado em 2010, mas não havia sido encaminhado. “Com a trilha vamos garantir o acesso de todas as pessoas à mata, para conhecer esse santuário ecológico de Campinas”, afirmou.
A licença ambiental e as autorizações do Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Campinas (Condepacc) e Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo (Condephaat) foram obtidas, segundo Dorigon.
A trilha suspensa será fixa e baixa — com inclinação de zero a 60 centímetros — e não irá provocar impactos na mata, porque será instalada em cima de uma das quatro trilhas existentes.
Com isso, a fundação espera ampliar a participação do público interessado nas atividades educativas promovidas no local, tornando acessível a crianças, idosos e pessoas com de necessidades especiais. Com a trilha suspensa, a fundação espera dotar a mata de uma estrutura que evite a compactação do solo, permitindo que atividades de uso público sejam desenvolvidas de acordo com os objetivos de conservação da unidade.
Ao caminhar por ela, os visitantes terão a oportunidade de entrar em contato com indivíduos representativos da flora do fragmento florestal que, por sua raridade e beleza, são especialmente importantes na sensibilização dos visitantes para a necessidade de preservação de florestas.
A Mata, com 2,7 milhões de metros quadrados, é formada por 85% de floresta semidecídua e 15% de mata de brejo ou floresta higrófila. Existem algumas clareiras, causadas pela retirada de madeira nobre que houve no passado, mas a maioria delas já foi recuperada. As árvores em geral são bem altas, contendo espécies que alcançam até mais de 25 metros, como o jequitibá-rosa, a peroba-rosa, jatobá.
De estatura média, com 15 a 18 metros de altura, existem diversas espécies como o jequitibá-branco, cedro-rosa, pau-marfim e as figueiras. Abaixo disso, existe, ainda, um estrato herbáceo arbustivo razoavelmente denso. Ainda é possível encontrar epífitas, como orquídeas e bromélias, nas copas de grandes árvores das áreas mais preservadas.
Nas áreas de floresta higrófila, a vegetação é característica de locais com alta umidade, limitando a quantidade de espécies. A floresta é mais baixa, com 10 a 12 metros de altura, e muito densa. Muitas das espécies possuem adaptações às condições de umidade.


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