Estado conclui obras para interligação do Cantareira

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As obras de interligação entre as represas Jaguari, na Bacia do Paraíba do Sul, e Atibainha, no Sistema Cantareira, estão prontas e a transferência de água entre essas barragens para garantir a segurança hídrica da Grande São Paulo e região de Campinas já poderá ocorrer, quando houver necessidade. A inauguração está na dependência apenas da agenda do governador Geraldo Alckmin (PSDB).

Os investimentos, de R$ 555 milhões (US$ 168,2 milhões), foram aplicados na construção de adutora e túnel que criarão uma mão dupla no transporte de água. Quando o Cantareira estiver armazenando menos de 35% de sua capacidade, será trazida água da Represa Jaguari e quando estiver acima de 75%, a água será bombeada da Atibainha para a Jaguari. Isso evitará a necessidade de usar o volume morto nos períodos de severa estiagem e de abertura de comportas do Cantareira, nos períodos de muita chuva.

A água que chegar ao Cantareira pela interligação será compartilhada entre a Grande São Paulo e a região de Campinas, de acordo com as regras estabelecidas na nova outorga do sistema. Essas regras estabelecem que quando o Cantareira estiver operando na faixa 5 — abaixo de 20% do volume útil — a definição e alocação das vazões transpostas do Paraíba do Sul (Represa Jaguari) serão definidas pelos órgãos gestores (Agência Nacional de Águas e Daee), e as Bacias PCJ terão garantidas uma vazão mínima no Rio Atibaia, de 10m³/s, medida na captação de Valinhos, e de 2m³/s no Rio Jaguari, em Buenópolis.

O empreendimento permitirá a transferência de vazão média de 5,13m³/s (máxima de 8,5m³/s) da Jaguari para a Atibainha, garantindo maior segurança hídrica. O transporte da água captada entre as represas será feito por dois trechos distintos, com uma adutora de 13,4km de extensão e um túnel de cerca de 6,1km. Entre os dois trechos haverá uma estrutura de transição (Tubo-Túnel). O sistema é composto, ainda, por estação elevatória e subestação elétrica. A interligação foi incluída no Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) federal, e tem financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).



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