Estado retoma atração de investimentos estrangeiros

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Dados da Investe São Paulo, agência de promoção de investimentos paulista, indicam que em 2017 as empresas, principalmente de capital estrangeiro, voltaram a investir no Estado de São Paulo. No total foram 32 novos projetos, 75% deles internacionais, com investimentos de R$ 3,6 bilhões (US$ 1,1 bilhão), R$ 400 milhões (US$ 125 milhões)a mais que em 2016. A região de Campinas é a terceira preferida do Estado, com 22% dos novos projetos, ficando apenas atrás da Capital e de Bauru, que têm 28% cada.

A retomada se deve principalmente à estabilidade cambial e à diminuição da turbulência política. Segundo Ana Beatriz Fernandes, gerente-geral de Projetos da Investe, Campinas atrai segmentos diversificados e não depende de apenas um setor.

Os números da agência ligada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação chamam a atenção pelo montante de investimento estrangeiro no Estado. Além de ter 75% dos novos projetos implantados, eles correspondem a 94% do total do dinheiro investido, muito acima dos 59% de 2016.

Ana Fernandes diz que esse aumento expressivo se deve a umconjunto de fatores.O câmbio favorável, que deixou o Brasil mais “barato” para investimentos, aliado à sensação de que os piores momentos da política doméstica estavam terminando, foram explorados pela agência na busca de novos investidores estrangeiros. Essas vantagens foram mostradas a câmaras de comércio exterior, associações empresariais de diversos países e órgãos consulares voltados a investimentos.

Os resultados foram o aumento da escolha do Estado de São Paulo como destino dos projetos de grupos empresariais desses países, em especial Estados Unidos, Alemanha, França, Japão e Coreia do Sul. “Essas empresas avaliam opções em diversas regiões do mundo e mostramos as vantagens que temos para que escolham São Paulo”, diz Ana.

Campinas chegou a ter 42% dos novos projetos implantados no Estado em 2016, percentual que caiu para 22% no ano passado. “Isso não significa uma queda no investimento, pois, apesar de do número de projetos ter caído de 11 para sete, eles têm um valor de investimento alto”, explica.

A gerente diz que os fatores que levam Campinas a ser uma das preferidas no Estado para a implantação de novas empresas, principalmente de capital internacional, são a infraestrutura, a logística e os centros de tecnologia e instituições de ensino de ponta.

Os atrativos das melhores rodovias do País passando pela região e de Viracopos, eleito no ano passado por uma revista especializada como o segundo melhor aeroporto de cargas do mundo, eram sempre apontados como os principais atrativos de Campinas. Mas ser um polo de empresas de base tecnológica está se tornando um fator cada vez mais decisivo na escolha das grandes empresas.

 

Projetos são retomados ou ampliados

Além dos novos investimentos iniciados em 2017, há uma série de projetos que foram retomados ou iniciaram processos de expansão. Alguns deles começaram em 2013 e têm previsão de centenas de empregos, como a Mercedes em Iracemápolis, com previsão de 1.000 empregos, ou a chinesa BYD em Campinas, com fábricas de ônibus elétrico e de painéis fotovoltáicos, que devem gerar 650 empregos.

A região de Campinas atrai um número diversificado de empresas que buscam apoio tecnológico. Entre os principais investimentos estão semicondutores, usina de energia movida a gás, automóveis, papelão, acessórios automotivos, defensivos agrícolas, fármacos, instituições de ensino e atacados.

“As empresas estão confiando cada vez mais em nossa equipe para guiá-las dentro do rico ambiente de inovação do Estado de São Paulo, fazendo a interlocução com centros de pesquisa, universidades e parques tecnológicos”, disse o diretor de Negócios da Investe São Paulo, Sérgio Costa.

E esses investimentos atraídos pela vocação de Campinas na área de tecnologia muitas vezes são diretamente nos centros de pesquisa. Em dezembro, o laboratório Aché firmou um convênio com o LNBio (Laboratório Nacional de Biociências) do CNPEM (Centro de Pesquisas em Energia e Materiais) para pesquisas para a produção de medicamentos a partir de plantas brasileiras. O investimento nos próximos dois anos será de R$ 10 milhões (US$ 3,1 milhões) e poderá gerar retornos muito maiores caso tenham êxito no desenvolvimento desses novos fármacos.

O secretário municipal de Desenvolvimento Econômicos, André von Zuben, disse no evento de assinatura do convênio que Campinas está investindo nesse intercâmbio entre centros de pesquisa, instituições de ensino e setor produtivo para incrementar a economia regional.



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