Exportações crescem mais de 60%

Imprimir   |   Enviar por e-mail

As exportações de Campinas tiveram alta de 60,68% nos quatro primeiros meses de 2018 em relação ao mesmo período do ano passado. Mais impressionante ainda, o número é seis vezes maior que a média de crescimento do País. Entre janeiro e abril, o volume exportado na cidade atingiu US$ 382,9 milhões – o equivalente a 0,51% de tudo que é exportado pelo País e a 2,33% do Estado de São Paulo. No primeiro quadrimestre do ano passado, foram US$ 238,2 milhões. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Comércio Exterior e Serviços (Mdic), que aponta ainda que Estados Unidos (22,6%), Argentina (11,5%), Alemanha (9,2%) e México (7,3%) são os principais destinos dos produtos exportados pela cidade.

A provisão de navios e aeronaves também preenche fatia representativa do total exportado em Campinas. De acordo com o levantamento, dez por cento das exportações campineiras são para vendas feitas direto a navios ou aviões estrangeiros – o que se explica pelo fato de os principais produtos fabricados no município que vão para fora do País são combustíveis e lubrificantes para embarcações e aeronaves, além de pneus e aparelhos e dispositivos elétricos.

Desde 2014 Campinas não tinha crescimento nas exportações no primeiro quadrimestre. Durante o auge da crise econômica, a cidade teve queda nas vendas para o mercado externo em 2015 (-18%), 2016 (-29%) e 2017 (-6,8%), sempre considerando os quatro primeiros meses do ano.

Para o professor de finanças da PUC-Campinas, Eli Borochovicius, os números devem ser comemorados, mas sem euforia. “É um momento de comemoração, já que as exportações chegaram ao patamar de US$ 382 milhões, melhor número desde 2015. É um indício de que as indústrias voltaram a produzir e existe potencial para a retomada do crescimento econômico, redução na taxa de desemprego e novos investimentos. No entanto, analisando os últimos cinco anos, percebemos que houve queda de 1,96% nas exportações, ou seja, ainda não conseguimos recuperar os números de antes da crise”.

Importações

Se as exportações aumentaram, as importações também tiveram subiram em Campinas, passando de US$ 852 milhões no primeiro quadrimestre de 2017 para US$ 1 bilhão entre janeiro e abril deste ano. Com isso, o saldo da balança comercial – diferença entre exportações e importações – segue a tendência histórica de déficit, que está em US$ 700,5 milhões este ano. Isso não significa, contudo, um resultado preocupante, na visão de Bororochovicius.

“Campinas é uma cidade importadora de tecnologia para desenvolvimento. Nem sempre ter uma importação maior que a exportação é ruim. Ao contrário, isso pode mostrar que a cadeia produtiva está investindo. Por sermos uma região de desenvolvimento tecnológico, apresentamos um histórico de exportações equivalentes a 30% das nossas importações. É por isso que sempre ficamos longe de apresentar uma balança de comércio favorável, em que as exportações superem as importações”, explica o professor. A última vez que Campinas fechou um ano com superávit na balança foi em 2006, quando as exportações superaram as importações em US$ 101 mil.



http://www.agemcamp.sp.gov.br/wp-content/plugins/wp-accessibility/toolbar/css/a11y-contrast.css