Fábrica da Honda completa 20 anos

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Ao completar 20 anos da fabricação de carros no Brasil, a Honda começa a produzir o seu quinto modelo na planta de Sumaré. A unidade foi a porta de entrada para que a companhia japonesa fincasse o pé no maior mercado automobilístico da América do Sul. A fábrica tem capacidade de 120 mil unidades por ano e desde o mês passado iniciou a produção do WR-V – o primeiro veículo totalmente desenvolvido pela subsidiária brasileira da montadora. O utilitário chega amanhã nas concessionárias. Com o encolhimento do mercado de veículos zero no País, o lançamento do SUV (Sport Utility Vehicle) é uma forma da montadora manter as vendas e permanecer com uma fatia de mercado de 6,2% no Brasil.

Além do utilitário, a empresa produz em Sumaré os modelos Civic, City, Fit e HR-V. A unidade emprega 3 mil pessoas. A direção da montadora informou que, mesmo com a inclusão do novo modelo, a produção continuará sendo em dois turnos – se for necessário, a montadora vai trabalhar com horas-extras.

O vice-presidente industrial da Honda, Carlos Eigi, afirmou que no ano de 2015 a empresa bateu o recorde de produção com 148 mil unidades. Na época, a companhia apostou na manutenção de dois turnos de trabalho e horas-extras para garantir o atendimento da demanda.

“Naquele ano, lançamos o HR-V e havia uma demanda muito grande pelo veículo. A estratégia se mostrou muito acertada porque em 2016 houve uma queda na produção de 20%. Se tivéssemos contratado novos trabalhadores, estaríamos hoje com mão de obra ociosa”, comentou. Ele disse que a empresa manteve o quadro de funcionários e não demitiu trabalhadores, mesmo com a crise econômica que afeta com força o setor. Eigi salientou que no ano passado a produção foi de 120.585 unidades.

“Em 2016, nós comemoramos a marca de 1,5 milhão de veículos produzidos no Brasil. Neste ano, estamos começando a produção do quinto modelo. O investimento da empresa nesses 20 anos foi de pelo menos R$ 4,7 bilhões (US$ 1,5 bilhão)”, disse. O executivo ressaltou que a empresa aposta em inovação para garantir mais precisão na produção. A empresa tem hoje 200 robôs em operação na unidade de Sumaré. “No entanto, não cortamos postos de trabalho com a inclusão dos robôs. O trabalhador da linha que é automatizada passa a atuar em outra área da produção dentro da empresa”, garantiu Eigi.

 

Energia eólica

O executivo lembrou que a Honda é a única montadora no País autossuficiente em energia. “Investimos na construção de um parque de energia eólica em Xangri-Lá, no Rio Grande do Sul. Temos nove torres que juntas têm capacidade de geração de 27,7 MW. Produzimos toda a energia que consumimos na fábrica de Sumaré. O excedente da produção vai para a unidade da empresa em São Paulo, onde ficava a antiga sede da Honda, e para uma parceira da empresa na área de logística”.

Eigi afirmou que a estimativa é que a produção de energia pelo parque eólico tenha reduzido em 15% a 20% o custo da empresa com o insumo. Quando o projeto foi desenvolvido, entre os anos de 2012 e 2013, a projeção era de economia de 40% a 50% dos gastos com energia elétrica.



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