Farallon está perto de ficar com rodovia da Odebrecht

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A gestora Farallon está na reta final para adquirir da Odebrecht Rodovias a concessionária Rota das Bandeiras, responsável por administrar 297 quilômetros do corredor Dom Pedro, no interior do Estado de São Paulo. A perspectiva é que o acordo de compra e venda seja fechado ainda neste mês, apurou o Valor. Mas a conclusão do negócio dependerá de autorização regulatória.

A Odebrecht deu o ativo em garantia a um empréstimo que contraiu no passado com a gestora. A Farallon deverá adquirir a concessionária por um valor entre R$ 1,4 bilhão e R$ 1,5 bilhão (US$ 378,4 milhões e US$ 405,4 milhões), montante que compreenderá conversão da dívida em equity, caixa e um montante vinculado ao desempenho da rodovia após a aquisição. Se fechar o negócio, será o primeiro ativo rodoviário em que a Farallon vai colocar equity.

A gestora está conduzindo a negociação, mas pretende atrair o fundo Mubadala, de Abu Dhabi, para assumir o empreendimento em conjunto. A Odebrecht Rodovias deverá ficar com uma participação minoritária da Rota das Bandeiras – a companhia quer capturar a valorização futura do negócio. Até o fim de 2018, a CCR, maior grupo brasileiro de infraestrutura de transportes, também estava na disputa pelo ativo. Mas saiu do páreo por não ter conseguido firmar o financiamento nas condições pretendidas com os bancos e após ponderar aspectos regulatórios do empreendimento.

A concessão da Dom Pedro foi firmada em 2009 com o governo do Estado de São Paulo e vale por 30 anos (até 2039). A rodovia corta 17 municípios, entre os quais Jundiaí, Louveira, Mogi Guaçu, Nazaré Paulista, Paulínia e Valinhos. A Arteris, empresa de rodovias do fundo canadense Brookfield e da operadora espanhola de estradas Abertis, chegou a competir pelo ativo. Mas a primeira proposta da empresa foi considerada menos atraente que o “pacote” apresentado pela Farallon.

Originalmente o interesse da Odebrecht era vender todo seu portfólio de rodovias, mas o interesse dos potenciais compradores se concentrou na Rota da Bandeiras, o melhor ativo da carteira. A Rota das Bandeiras e a Rota do Oeste – rodovia que opera trecho de 851 quilômetros da BR-163 no Estado do Mato Grosso – são as maiores rodovias em extensão da carteira da Odebrecht Rodovias e também as únicas em que a empresa detém 100% de participação. Nas demais, está em sociedade com a holding de infraestrutura Invepar (Bahia Norte, Litoral Norte e Rota do Atlântico) e com o grupo Cornélio Brennand (Rota dos Coqueiros).



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