Febre maculosa ‘some’ de Americana

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Um ano após viver um surto histórico de febre maculosa em 2018 com 16 casos confirmados e nove mortes, Americana teve um 2019 praticamente “livre” da doença.

Segundo a CVE (Coordenadoria de Vigilância Epidemiológica) da Secretaria estadual de Saúde, a cidade registrou até o dia 8 de outubro um paciente autóctone (infectado dentro dos seus limites).

Trata-se de um homem de 35 anos, morador da Praia dos Namorados, que morreu em abril.

Também houve registro de um caso “importado”, um homem de 57 anos – morador do bairro Frezzarin – que teria sido infectado em Limeira.

Até o ano passado, 2010 havia sido o pior ano da cidade em número de casos de febre maculosa, com quatro registros.

SEM EXPLICAÇÃO

O problema para as autoridades de saúde é que não há uma explicação técnica absoluta para essa redução, já que a cidade reúne condições ideais – margens de corpus d’água repletas de capivaras – para a proliferação do carrapato-estrela, principal vetor da doença.

“São várias as teorias: o ciclo de reprodução das capivaras ou a chuva são algumas, mas acho que ninguém pode dar uma resposta certeira, assim como não há uma explicação para o número menor de casos de febre amarela. E seria importante sabermos”, afirma o infectologista Arnaldo Gouveia Júnior, que atua na rede municipal de Saúde de Americana.

MEDIDAS

No ano passado, no auge do surto, a prefeitura reforçou a sinalização (com placas de aviso) em áreas de risco, recebeu especialistas para debates e capacitou profissionais de saúde como tentativa de identificar casos suspeitos para evitar mortes.

Os principais problemas enfrentados foram o alto número de locais de infestação de carrapatos – 15 ao todo – e uma população com forte hábito de frequência a esses lugares.

SINTOMAS

A febre maculosa tem sintomas similares aos de outras doenças como a dengue e a leishmaniose, mas tem uma taxa de letalidade mais alta.

A falta ou demora no tratamento pode afetar o sistema nervoso central e causar encefalite, confusão mental, delírios, convulsões e coma.

Os rins podem ser afetados, apresentando insuficiência renal aguda e inchaço por todo o corpo.

Os pulmões também podem ser atingidos, em casos mais graves, gerando, muitas vezes, necessidade de suporte de respiração.

MORTES

Das 29 pessoas diagnosticadas em Americana desde 2007, quando a Secretaria de Saúde começou a registrá-las, 21 acabaram morrendo.

Ao longo da década, os surtos têm deixado em polvorosa as administrações públicas em toda a RMC (Região Metropolitana de Campinas).



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