Gigante chinesa foca descarte zero

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A Re-Teck – empresa de origem chinesa, com 25 filiais espalhadas por todo o mundo – se tornou uma das líderes mundiais em logística reversa, coletando, processando e reaproveitando o lixo eletrônico. Em Indaiatuba – Região Metropolitana de Campinas (RMC) – funciona a unidade que atende a clientes de toda a América Latina. A linha de produção processa componentes de informática, telecomunicação, artigos eletroeletrônicos e artigos industriais. Para se ter uma ideia do porte da corporação, ela tem atuação em quatro continentes e plantas estabelecidas em 20 países.

Na RMC, a empresa ocupa um galpão de 3,8 mil metros quadrados do Centro Logístico de Indaiatuba (CLIN). Ela representa um segmento restrito de empresas, que segue normatizações internacionais, e atua como uma prestadora de serviços a organismos públicos e privados que, por conta da legislação federal, são obrigados a dar destinação adequada aos seus resíduos sólidos. Segundo o coordenador da unidade brasileira da ReTeck, Ornan Alves, especialista em saneamento ambiental, a logística reversa impede que o solo e o lençol freático sejam contaminados pelo descarte irregular dos resíduos eletrônicos. Impede-se o depósito, nos aterros, do material que pode ser reaproveitado. Para as empresas contratantes, o serviço é estratégico, pois reduz drasticamente as despesas milionárias para o gerenciamento adequado dos resíduos.

 

Proteção intelectual

Mas a atuação da Re-Tech não se resume ao que, de maneira simplista, possa ser interpretado como “reciclagem de materiais”. A empresa explora um segmento novo – e importantíssimo – que é o gerenciamento da proteção intelectual dos equipamentos. Quando “apagamos” o histórico de atividades do nosso celular, por exemplo, deixamos vestígios. Podemos imaginar, então, como é grande a preocupação de um conglomerado bancário, por exemplo, que controla em suas redes informações pessoais e cifras astronômicas. A Re-Tech, no caso, executa a completa “sanitização” dos dados. A chamada datawipe é a garantia do contratante de que todas as informações sigilosas contidas em memória serão mantidas em segredo. Dentro da empresa, a execução do trabalho segue rituais dignos de um departamento de Estado. A cada repartição, o visitante passa por detectores. Os acessos só acontecem por meio de biometria. E os departamentos são vigiados por câmeras ininterruptamente. Todos os procedimentos têm acompanhamento on-line dos contratantes. A Re-Tech é uma instituição onde o gerenciamento de resíduos não se limita ao equipamento físico (o hardware), mas também aos programas (o software).



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