IAC moderniza unidades de pesquisa

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A Unidade de Produção de Sementes, o Laboratório de Fisiologia Vegetal e Pós-Colheita e o prédio de Horticultura do Instituto Agronômico de Campinas (IAC) estão com nova estrutura. O objetivo das adequações – entregues no final de março – é qualificar ainda mais a já notável pesquisa agrícola da instituição, uma virtude reconhecida internacionalmente.

Nem todos sabem, mas Campinas é o nascedouro de parte das sementes de diversas culturas que são plantadas em lavouras e formam os campos em diferentes estados do Brasil. A instituição produz os grãos genéticos das cultivares de plantas agrícolas como arroz, feijão, trigo, milho, milho-pipoca, triticale, aveia, amendoim e tantas outras. Situado dentro do perímetro urbano da cidade, na Avenida Theodureto de Almeida Camargo, no Jardim Nossa Sra. Auxiliadora, a Fazenda Santa Elisa abriga estas repartições de notória capacidade científica.

Cerca de R$ 2 milhões foram investidos nas três unidades reformadas somente em 2017 – recursos provenientes do governo do Estado, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), além de recursos da própria instituição, fruto da transferência de produtos e serviços.

 

Laboratório

O remodelamento da Unidade Básica de Sementes, em uma área de 408,17 m2, sofisticou o laboratório onde é avaliada a germinação e se tudo está ocorrendo como deveria no processo da semente genética. Essa classe de grão é aferida por especialistas como condição primordial para obter um bom desempenho na agricultura. Isto, devido a ela sustentar características alcançadas através de estudos, que garantem ao agricultor a identidade do material que vai ao campo.

 

Produção em massa

O instituto tem produzido aproximadamente 500 toneladas de sementes genéticas por ano. Em meio às sementes produzidas estão aproximadamente 16 espécies, resultando em uma média de 45 cultivares desenvolvidas. O material escolhido passa pelo critério de aceitabilidade demonstrada pelo setor agrícola. A instituição age em conjunto à Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati), também vinculada à Secretaria de Agricultura e Abastecimento, que recebe estas sementes, uma vez que gera exclusivamente grãos básicos.

 

Espaço ganhou cinco laboratórios

Foram construídos, em nova área com 736,26 m2, cinco laboratórios: Fisiologia Vegetal, Análises Físico-Químicas em Pós-Colheita, Fitopatologia Pós-Colheita, Cromatografia Gasosa e Análise de Imagens em Pós-Colheita. Além disso, três câmaras refrigeradas, nove salas para pesquisadores, uma área de manuseio de matéria-prima, uma sala para estagiários e alunos do Programa de Pós-Graduação em Agricultura Tropical e Subtropical do IAC, uma sala para pesquisadores visitantes e uma sala de aula e de reuniões. A reestruturação compreendeu novas instalações hidráulicas e elétricas, instalação de linha de gases analíticos especiais, gerador, troca e impermeabilização do telhado, troca de pisos, além da instalação de novo sistema de telefonia e de internet e sistema de segurança.



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