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Sucesso também se ensina na escola

5 anos, Fábio Affonso ensinava informática nos fundos da casa onde morava, em Limeira, sua cidade natal. Hoje, aos 40, lidera uma rede de escolas profissionalizantes com sede em Campinas, que fatura anualmente R$ 21 milhões. A trajetória de sucesso de Affonso agora serve também de alavanca para outros jovens. Além das aulas técnicas, oferece em suas escolas ferramentas de desenvolvimento pessoal e profissional — repassa aos alunos o que aprendeu e conquistou como empreendedor.

Filho de um mecânico e de uma dona de casa, deixou o emprego de office-boy para ajudar seu irmão, cerca de dez anos mais velho, a ensinar informática a alguns vizinhos. Com apenas um computador, a dupla ministrava aulas particulares, porque não havia outra alternativa.
Com 17 anos, Affonso entrou na faculdade de Tecnologia de Sistemas. Na época, viu no jornal o anúncio de uma formação em hardware. Caro para suas condições financeiras, tentou convencer todos os alunos de sua turma da faculdade a fazerem a capacitação. Assim, ganharia uma bolsa. Porém, ninguém aderiu ao projeto, por ser um curso de férias. A solução foi parcelar o valor.
O que ganhava com o irmão mais velho, detalha, não cobria a mensalidade. Por isso, a mãe ajudou a pagá-las. Na adolescência, o limeirense também se dedicava aos esportes. Lutava jiu-jitsu. Neste período, chegou a ser campeão paulista da modalidade. O empreendedorismo, entretanto, falou mais alto e ele deixou a luta um pouco de lado para dedicar-se mais ao negócio.
O curso foi proveitoso. A partir do conhecimento obtido, afirma, desenvolveu seu primeiro curso próprio. Lá também conheceu Anderson Siqueira, atualmente seu sócio. Posteriormente, fez um anúncio gratuito em um jornal local e conquistou quatro alunos. “Com o dinheiro das matrículas, fiz 10 mil panfletos e comecei a distribuí-los porta-a-porta pela cidade”, lembra.
Em seguida, Affonso e o irmão alugaram uma pequena sala e compraram o segundo computador. Em seis meses, já atendiam 60 alunos. Para poder abrir uma empresa, foi emancipado pelos pais e conseguiu comprar outras máquinas e alugar novas salas. Em um ano e meio, chamou Anderson para ser seu funcionário, sem registro em carteira ou qualquer garantia.
Três anos depois, com 500 alunos, os irmãos alugaram uma casa, ainda em Limeira, onde atingiram a marca de 800 alunos. Foi a hora de abrir a segunda escola, dessa vez em Piracicaba, com Anderson como sócio deles.
Em 2005, os irmãos desfizeram a sociedade. Affonso seguiu a parceria com Siqueira. Com uma escola em Piracicaba. Nascia a MicroPro oferecendo os cursos profissionalizantes de hardware e gestão administrativa. Neste mesmo ano, os sócios inauguraram a segunda unidade em Americana e, a terceira, em Rio Claro. Em menos de um ano, as três unidades somavam mais de mil alunos.
“Na cisão da sociedade, eu e o Anderson ficamos com a escola de Piracicaba. Conseguimos levantá-la e foi a primeira de nossa rede por dez anos, em número de alunos e faturamento. É um grande case em nossa história, chegamos a ter 1.750 alunos nela”, comenta.
Em 2007, os sócios já tinham cinco escolas e decidiram abrir uma sede em Limeira, com direito a uma editora, a Inova, responsável pela impressão de todo o material didático da rede. Mas, até inaugurar sua sétima escola, Affonso conta que não tinha qualquer patrimônio.
“Tudo o que eu ganhava, reinvestia em novas escolas”, garante. “Não tinha carro do ano, casa própria, nada”, completa, frisando que seu foco era abrir novas escolas. Alguns anos depois, sua rotina já se dividia entre Limeira e Campinas. Em 2010, surgiu a ideia de franquear o negócio. Diretores da própria marca — e até de concorrentes, que não podiam ter escolas das marcas que representavam — procuravam Affonso para abrir franquias. “Eu não entendia de franchising e fizemos alguns contratos simples. Mas, meu foco era mesmo abrir lojas próprias”. A marca foi crescendo, sempre oferecendo os cursos que os concorrentes também ofereciam.
Reviravolta
Com mais de 35 escolas, surgiram duas grandes reviravoltas na história de Affonso e da MicroPro.“Eu estava bem insatisfeito. Olhava para minhas escolas e pensava: eu ofereço exatamente o que todo mundo oferece”, reviveu. Ele se questionava, menciona, como poderia querer ganhar mais, se destacar e vender franquias, sendo que era mediano. Duas ações mudaram o perfil da empresa e do franqueador. A primeira foi a forma como a MicroPro trabalha e oferece seus cursos.
“Em alguns meses, mudamos a gestão da rede e a forma de operar, passando a oferecer mais de 20 cursos, em vez de quatro, com uma nova plataforma tecnológica, que consome menos recursos. Com essa mudança, geramos uma economia mensal astronômica, bem como atraímos alunos de outras áreas. As vendas aumentaram 20% em dois meses”, comenta.
A segunda e expressiva mudança foi a criação do CoachingMax. Affonso viu uma reportagem e, a partir dela, desenhou o curso de 92 aulas comportamentais, que são ministradas a todos os alunos que compram um curso MicroPro, em qualquer área. Ele grava as aulas. “Eu não gosto de ser chamado de coach e nem me sinto assim.
CoachingMax é um nome fantasia, na verdade eu me sinto um mentor, quase um padrinho desses jovens, porque sei o que eles estão sentindo. São muitos conflitos internos e não é fácil lidar com tanta informação. Por isso, os temas falam sobre tudo o que os jovens sentem”, diz. Em 2015, criou o Grupo MaxPro Educacional, que abriga outras marcas, além da MicroPro.
Cresce nível de confiança de micro e pequenas empresas
Profissionais liberais, micro e pequenas empresas das regiões de Campinas, Jundiaí e Bragança Paulista registraram alta de 19% nas vendas de outubro, se comparado a setembro. Os dados são do Índice BNI Planalto Paulista, que apontou ainda um crescimento de 1,3% ante outubro de 2018.
O estudo é medido mensalmente junto aos 562 profissionais liberais e empresas associadas à entidade de diversos segmentos de negócios. Juntas, elas reportaram um volume de R$ 5.756 milhões em negócios fechados em outubro, contra R$ 4.834 milhões de setembro deste ano. No mesmo mês do ano passado, as vendas fechadas atingiram R$ 5.684 milhões.
O BNI conta atualmente com grupos de empresários em Campinas, Indaiatuba, Jundiaí, Americana e Atibaia, mas que têm empresas de cidades vizinhas. Outros grupos de negócios estão em fase de implantação nas cidades de Valinhos, Paulínia, Bragança, Campinas e Louveira.
O levantamento também aponta três meses consecutivos de alta nas vendas: setembro (5,87%), agosto (5,8%) e julho (44%). Nos três meses anteriores: junho, maio e abril (quando foi criado o Índice BNI Planalto Paulista) foram assinaladas quedas no faturamento.
Diretor do BNI regional Planalto Paulista, Eduardo Santana analisa que o mercado começa a dar sinais de retomada e de melhoria no ambiente de negócios, especialmente para profissionais liberais, micro e pequenas empresas, que representam 99% das empresas em atividade e por mais de 70% da economia brasileira. “Os números de outubro e dos dois meses anteriores mostram uma recuperação consistente para micro e pequenos empresários”, destaca. “A expectativa é de que esta trajetória se mantenha daqui para frente”, projeta.
Santana entende que a estabilidade do mercado, junto com recuperação de vendas tendem a criar um círculo virtuoso, trazendo aumento do nível de confiança dos empresários para voltar a investir e contratar funcionários em 2020. “Algumas empresas já começaram a contratar para atender ao aumento da demanda, mas uma recuperação maior só virá com crescimento constante dos negócios”, completa.

RMC vê explosão da comida vegana

A atividade gastronômica voltada para o público vegano está cada vez mais em alta quando o assunto é alimentação fora de casa. De acordo com uma pesquisa realizada pela Associação Comercial e Industrial de Campinas (Acic), o número de restaurantes veganos em funcionamento na Região Metropolitana de Campinas (RMC) cresceu 475% entre os anos de 2018 e 2019, saltando de 8 para 38 estabelecimentos no período.
Na avaliação da entidade, o aumento está diretamente relacionado a maior conscientização das pessoas com relação ao estilo de vida vegano. “Nos últimos anos, o veganismo passou a ter uma divulgação muito maior do que tinha em outras décadas e muitas pessoas procuram entender e abraçar a causa”, explica o economista da Acic, Laerte Martins. “O mercado também começou a enxergar nessas pessoas um público-alvo interessante a ser explorado”, ressaltou.
Em Campinas, estabelecimentos como a “Conveniência Vegana” e o “COMO? Espaço Educador Vegano”, localizados na Avenida Alberto Sarmento, no Centro; e na Rua José Martins, no Distrito de Barão Geraldo, respectivamente, são apenas dois exemplos de comércios que servem alimentos veganos na cidade. O primeiro conta com refeições e venda produtos. No local, há diversas prateleiras onde é possível encontrar objetos que não utilizam fórmula animal em sua composição, como itens de limpeza e cosméticos. Já o segundo, serve tanto comida à la carte quanto self service.
Karen Arroyos, dona do Conveniência Vegana: onda vegana ganhou força nos últimos anos em toda a região
A proprietária da Conveniência Vegana, Karen Arroyo, explica que optou por servir pratos à la carte com objetivo de incentivar seus clientes a levarem parentes e amigos para almoçar. “O vegano tem uma grande dificuldade para convencer outras pessoas a comer em um restaurante vegano. Mas, se a comida servida for parecida com a de um restaurante convencional, fica mais fácil de incentivá-los a experimentar”, comentou.
Comandada por Maria Castellano, o COMO? Espaço Educador Vegano nasceu com o objetivo de ser um local voltado para eventos culturais e venda de lanches veganos. Porém, com o tempo, a demanda para que o espaço passasse a servir almoço começou a ficar grande por parte dos clientes. Hoje, a casa conta com um cardápio diversificado, que atrai pessoas de todas as idades. “Quando eu abri o restaurante, ele ficava em um outro lugar, que era mais apertadinho. No início de 2016, mudamos para esse espaço e começamos a servir refeições no horário do almoço”, explicou Maria.
De acordo com ela, o veganismo tem conquistado aos poucos a aceitação das pessoas na sociedade, ao ponto de, na sua visão, haver menos questionamentos acerca do tema. “Ainda tem preconceito, mas bem menos do que antes, porque as pessoas estão vendo que isso não é um bicho de sete cabeças”, comentou. “Hoje, vários restaurantes que não são veganos estão procurando incluir em seus cardápios opções veganas, porque perceberam que, com o crescimento desse estilo de vida, é preciso se adequar a essa realidade”.
Dieta
Brócolis, couve e grãos. Os ingredientes combinados não parecem fazer parte da dieta de quem quer ganhar músculos, mas são apenas algumas das fontes de proteína consumidas pelo professor de educação física Gustavo Trevisan Costa, que ganhou mais de 12kg de massa muscular sendo vegano nos últimos três anos.
Segundo o professor, é possível virar atleta sem consumir suplementação derivada de animais. “Eu entendo esse pensamento porque isso está enraizado na nossa cultura, mas para ter energia e proteína não necessariamente precisa comer carne e ovo. Quem é vegano, por exemplo, consegue obter todos os nutrientes se tiver uma dieta bem planejada”.
Costa decidiu virar vegano por causa de um amigo que era atleta. Ele conta que sempre foi uma pessoa curiosa e que o exemplo do amigo o fez querer saber mais sobre o estilo de vida. ““Eu busquei ler e assistir alguns documentários científicos para saber um pouco mais sobre o veganismo e fiquei bem comovido. O que mais me tocou foi questão da compaixão pelo sofrimento dos animais”, explicou.
Após esse choque de realidade, ele decidiu ir atrás de uma nutricionista especializada em esporte e veganismo para adequar a alimentação. “Assim que ela me mandou a dieta eu já comecei a aplicar”, disse o professor.
Vegetarianos
O número de restaurantes vegetarianos também cresceu na RMC, apesar de um ritmo menor. Saiu de 32 em 2018 para 57 agora – 44% a mais.
SAIBA MAIS
Os veganos não consomem qualquer tipo de produto de origem animal ou que envolva animais em sua produção. Além de não comerem carne, leite, ovos ou mel, também não consomem cosméticos e produtos de limpeza que tenham compostos de origem animal ou que sejam testados em animais.
Os veganos não utilizam roupas de origem animal, como lã, seda ou couro, e não frequentam locais como circos, zoológicos ou parques em que animais são usados como forma de lazer ou diversão. Basicamente, os veganos rejeitam tudo que envolve exploração e sofrimento animal.

Padaria artesal abre inscrições

O Fundo Social de Solidariedade de Americana abre na próxima segunda-feira (18), as inscrições para a padaria artesanal. Serão abertas três turmas, com 15 vagas disponíveis para cada uma e as aulas serão no Cuca (Centro da Universidade do Conhecimento de Americana).

As matrículas devem ser feitas pessoalmente no Fundo Social, das 8 às 15 horas, e é preciso apresentar comprovante de endereço, RG e CPF. Para participar é preciso ter acima de 16 anos. O Fundo Social fica à Antonio Frezzarin, 412, Jardim São Paulo.

Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (19) 3405-4772.

Digitalização agiliza Planejamento

A Secretaria Municipal de Planejamento de Americana (Seplan) tem realizado diversas medidas para modernizar os trabalhos desenvolvidos nas suas unidades.

Foram trocados computadores que estavam obsoletos e, com a chegada de um scanner, teve início um processo de digitalização que vai transformar todos os arquivos de papel em digital. De junho até novembro de 2019, já foram digitalizados 1025 arquivos de loteamentos e desapropriações nos mais diversos tamanhos.

A previsão é que todos os documentos da secretaria se tornem digitais no prazo de mais seis meses: 210 arquivos de desapropriações; 870 de levantamentos topográficos; e 5.890 projetos arquitetônicos.

A medida deve garantir mais segurança no armazenamento dos documentos, além de desocupar espaço físico na Secretaria.

De acordo com o secretário, Angelo Sérgio Marton, são inúmeras as vantagens com a digitalização dos documentos.

“Temos o acesso facilitado a qualquer momento, possibilidade de edição e remessa de arquivos on-line, menor chance da perda de documentos, economia de espaço físico, entre outras”, afirma.

Na visão do secretário Marton, ganha não somente a prefeitura, mas todos os cidadãos americanenses, que ganham setores muito mais ágeis e eficientes.

O lavrador vem, volta e sofre

O fenômeno não é novo, mas pela primeira vez governantes e cientistas sociais estão unidos em um programa que estimula o acolhimento e a assistência a trabalhadores temporários do campo.

Eles se deslocam periodicamente aos municípios do interior paulista, à procura de trabalho no campo. Invariavelmente, são nordestinos.

Mas, ignorados, não recebem serviços públicos básicos. Faltam escolas, creches, postos de saúde, assistência social.

Além disso, os migrantes são vítimas do preconceito dos próprios moradores, que olham os lavradores com desconfiança e medo.

A migração temporária é uma realidade notada desde meados de 1970. Por conta da necessidade de mão-de-obra temporária nas roças, os trabalhadores acabam não se fixam em uma cidade específica.

Os “safristas” vem e voltam, a cada colheita, e sofrem para sobreviver.

Por conta disso, nasceu o Programa de Capacitação em População, Cidades e Políticas Sociais, promovido desde 2017, com o objetivo de treinar funcionários das prefeituras, e ajudar na formulação e na execução de políticas públicas.

Os pesquisadores do programa assumiram a missão de avaliar a situação nos municípios e desenvolver projetos.

Eles acabam de lançar, por exemplo, um compêndio de artigos técnicos que traçam uma radiografia da situação nos núcleos interioranos.

DEMANDAS

Com os dados catalogados, os técnicos procuram orientar os gestores públicos no atendimento das demandas apresentadas pelos migrantes.

O trabalho também tem o propósito de reduzir a incidência de conflitos entre migrantes e moradores de cada cidade, motivados pelo preconceito e pela desinformação..

Os programas de capacitação desenvolvidos pelo projeto temático continuam pelas cidades do interior de São Paulo. A próxima edição será no dia 25 de novembro, na OAB de Campinas.

Febre maculosa ‘some’ de Americana

Um ano após viver um surto histórico de febre maculosa em 2018 com 16 casos confirmados e nove mortes, Americana teve um 2019 praticamente “livre” da doença.

Segundo a CVE (Coordenadoria de Vigilância Epidemiológica) da Secretaria estadual de Saúde, a cidade registrou até o dia 8 de outubro um paciente autóctone (infectado dentro dos seus limites).

Trata-se de um homem de 35 anos, morador da Praia dos Namorados, que morreu em abril.

Também houve registro de um caso “importado”, um homem de 57 anos – morador do bairro Frezzarin – que teria sido infectado em Limeira.

Até o ano passado, 2010 havia sido o pior ano da cidade em número de casos de febre maculosa, com quatro registros.

SEM EXPLICAÇÃO

O problema para as autoridades de saúde é que não há uma explicação técnica absoluta para essa redução, já que a cidade reúne condições ideais – margens de corpus d’água repletas de capivaras – para a proliferação do carrapato-estrela, principal vetor da doença.

“São várias as teorias: o ciclo de reprodução das capivaras ou a chuva são algumas, mas acho que ninguém pode dar uma resposta certeira, assim como não há uma explicação para o número menor de casos de febre amarela. E seria importante sabermos”, afirma o infectologista Arnaldo Gouveia Júnior, que atua na rede municipal de Saúde de Americana.

MEDIDAS

No ano passado, no auge do surto, a prefeitura reforçou a sinalização (com placas de aviso) em áreas de risco, recebeu especialistas para debates e capacitou profissionais de saúde como tentativa de identificar casos suspeitos para evitar mortes.

Os principais problemas enfrentados foram o alto número de locais de infestação de carrapatos – 15 ao todo – e uma população com forte hábito de frequência a esses lugares.

SINTOMAS

A febre maculosa tem sintomas similares aos de outras doenças como a dengue e a leishmaniose, mas tem uma taxa de letalidade mais alta.

A falta ou demora no tratamento pode afetar o sistema nervoso central e causar encefalite, confusão mental, delírios, convulsões e coma.

Os rins podem ser afetados, apresentando insuficiência renal aguda e inchaço por todo o corpo.

Os pulmões também podem ser atingidos, em casos mais graves, gerando, muitas vezes, necessidade de suporte de respiração.

MORTES

Das 29 pessoas diagnosticadas em Americana desde 2007, quando a Secretaria de Saúde começou a registrá-las, 21 acabaram morrendo.

Ao longo da década, os surtos têm deixado em polvorosa as administrações públicas em toda a RMC (Região Metropolitana de Campinas).

Nova Odessa recorre ao SMS e agiliza consultas na rede

A Secretaria Municipal de Saúde de Nova Odessa passou a informar data e horário das consultas aos pacientes da rede pública também por meio de SMS – serviço de mensagens curtas, além do contato telefônico.

O mecanismo foi implantado no início deste mês e tem como principais objetivos agilizar o processo e diminuir as faltas, explicou o secretário de Saúde, Vanderlei Cocato.

A mensagem encaminhada contém data e horário da consulta, nome do médico e sua especialidade.

O envio é feito com 5 dias de antecedência em relação à data do atendimento e assim que o paciente recebe a mensagem, ele já pode responder se estará ou não presente à consulta.

“Caso o paciente responda que não poderá estar presente, a Central de Regulação já encaixa outra pessoa no lugar. Isso traz uma agilidade muito grande ao processo e também vai diminuir o número de faltas na rede pública”, disse Cocato.

A mensagem via SMS será encaminhada ao paciente cujo número de telefone celular constar no cadastro da Secretaria de Saúde.

No caso daqueles pacientes que têm apenas o número de telefone fixo cadastrado, o aviso continuará sendo feito da mesma forma, ou seja, através de contato telefônico.

“Nos dois casos é importante que os pacientes mantenham seus dados atualizados, para que o aviso da consulta seja eficaz. Importante lembrar que a Secretaria de Saúde está sempre aprimorando os serviços para trazer mais comodidade aos usuários da rede pública de Nova Odessa”, enfatizou o secretário.

A CENTRAL

A Central de Regulação e Auditoria de Exames e Consultas de Nova Odessa foi criada em 2017 e atua em conjunto com um médico regulador e um médico auditor.

O serviço permite o agendamento dos exames e consultas com especialistas da rede pública diretamente nas UBSs (Unidades Básicas de Saúde), reduzindo o fluxo de pessoas no Ambulatório de Especialidades. A medida agiliza os serviços e também possibilita maior controle dos pedidos feitos tanto pelos clínicos gerais quanto pelos especialistas. ”

Novo shopping gera 2 mil empregos

O ParkCity Shopping Sumaré, inaugurado ontem na Avenida Rebouças, no Centro, recebeu um investimento de R$ 100 milhões e vai gerar 2.000 empregos, quando todas as lojas estiverem em pleno funcionamento. Os empreendedores acreditam que o centro de compras aumentará a renda do município, será um ponto de encontro e um atrativo regional, porque a área de influência será Hortolândia, Monte Mor, Nova Odessa e Americana.

O shopping contará com 100 lojas, cinco salas de cinema de última geração, academia que funcionará 24 horas e estacionamento para 700 veículos.

A abertura ao público ocorreu ao meio-dia de ontem, após evento destinado à imprensa e autoridades.

Por enquanto, ainda não há informações sobre a arrecadação de impostos para o município, informou o prefeito Luiz Dalben (PPS). Somente no primeiro mês de funcionamento será feito o levantamento sobre o recolhimento dos tributos. “Eu acredito que vai ser um volume bastante significativo para ajudar muito a cidade, na arrecadação de impostos, o estado e a União para que a gente preste um serviço melhor para a população”, disse o prefeito.

SOCIALIZAÇÃO

Faz ao menos 22 anos que autoridades do município tentavam emplacar o empreendimento. Esse sonho uniu empresários da cidade, como Aref Farkouh, um dos sócios do shopping, que tem negócios no município. O início das tratativas foi há 22 anos na gestão do ex-prefeito Dirceu Dalben (PL), que atualmente é deputado estadual, e a concretização ocorreu na gestão do filho dele, o atual prefeito.

“É uma grande satisfação ver o shopping abrindo ao público. Tem pequenas obras para terminar e algumas lojas para inaugurar, mas está tudo vendido. Vai ser um sucesso. E não é só para vendas, só para compras. É um lugar de congraçamento, de socialização, de entretenimento, cultura, com cinema, boa alimentação. É com muito prazer que a gente dá para a cidade esse novo espaço aqui que muda a vida de Sumaré”, disse Farkouh.

Até mesmo a vida noturna do município deve melhorar com o shopping, disse o empresário. “O shopping, em toda cidade que não tem praia, é a praia da cidade. É um lugar em que todos se encontram, de todas as classes sociais”, explicou um dos sócios. Farkouh tem uma ligação estreita com Sumaré, porque, em 1971, seu pai comprou a empresa TexColor, que foi seu primeiro emprego. Criou um laço de amizade e amor pela cidade. O shopping foi instalado na antiga fábrica de móveis de cozinha RG Camargo. Parte dos herdeiros também está na sociedade do shopping.

Mobilidade prevê aporte de R$ 3,1 bi

O Plano de Mobilidade Urbana de Campinas, anunciado ontem pelo prefeito Jonas Donizette (PSB), prevê necessidade de R$ 3,1 bilhões em dez anos para mudanças no trânsito e transporte, que irão priorizar os deslocamentos não motorizados, como pedestres e ciclistas, e o transporte coletivo. No plano, não há diretriz que facilite o uso de carros. A proposta é reduzir o número de automóveis em circulação — hoje, segundo a Prefeitura, 75% do sistema viário da cidade são ocupados por veículos de pequeno porte. A Administração descarta, no entanto, a instalação de pedágios urbanos.

Com o horizonte de uma década, não há garantias de que o prefeito que vencer as eleições em 2020 seguirá o plano. “As diretrizes que estamos apontando visam criar condições de mobilidade sustentável em Campinas, mas o prefeito tem autonomia para mudar, se achar que será necessário”, disse Jonas.

Para ele, no entanto, a forma como as pessoas se deslocam na cidade está mudando. “Hoje as pessoas procuraram morar em locais que possuam disponibilidade de comércio e serviços, emprego e as políticas públicas precisam responder essa tendência de tornar as cidades mais compactas e a forma como elas se descolam indica o caminho a seguir”, disse ontem, ao assinar decreto criando o plano, que será publicado hoje no Diário Oficial.

 

Várias diretrizes anunciadas já estão em curso, como é o caso da concessão do transporte urbano (que está suspensa pela Justiça), implantação de ciclovias, corredor do BRT (prevê, inclusive, extensão do corredor do Ouro Verde a Viracopos, já anunciada), faixas exclusivas de ônibus, concessão de pontos de ônibus. Um conjunto de sete diretrizes foi definido nas áreas de gestão de circulação, sistema viário, transporte público municipal, transporte ativo (deslocamento a pé e ciclomobilidade), mobilidade sustentável e trânsito seguro, transporte motorizado individual e transporte público metropolitano.

O plano levou em consideração uma pesquisa de origem-destino de 2011, que apontou que 433.471 dos deslocamentos em Campinas eram feitos por formas não motorizadas — 93,53% dos deslocamentos eram a pé e 3,47% em bicicleta. Já 1.558.949 eram por meios motorizados, sendo que 57,04% por sistema individual e 42,96% por coletivo. Esse perfil, disse o secretário de Transportes e presidente da Emdec, Carlos José Barreiro, se não for mudado, levará a congestionamento dos sistemas viário e de transporte coletivo, a redução do transporte não motorizado; aumento do transporte individual, resultando em perdas sociais, econômicas e ambientais.

Campinas tem hoje 32 quilômetros de ciclovias, que corresponde a apenas 18% do previsto no plano cicloviário da cidade, de 180 quilômetros. O projeto prevê um sistema integrado ao transporte urbano: o ciclista chega a um terminal, deixa a bike no bicicletário e segue viagem em ônibus. Para incentivar o uso de bicicleta, o plano prevê implantação de uso compartilhado de bikes, o chamado bikesharing, e de outros meios auxiliares de deslocamento.

Para o transporte motorizado individual o plano prevê ações que promovam a migração do meio motorizado para o coletivo ou o não motorizado, entrando nas propostas o sistema de uso compartilhado de veículos elétricos, o carsharing, e a instalação de estacionamento rotativo pago, que já está em curso.

Para incentivar deslocamentos a pé, estão adoção de medidas para melhoria das condições das calçadas e para minimizar os conflitos entre a circulação a pé e o trânsito de veículo, como o chamado traffic calming — intervenção nas ruas que reduzem a velocidade dos veículos.

Medidas para incentivar o transporte público, como a nova concessão, a concessão dos terminais urbanos e abrigos de ônibus, extensão dos corredores do BRT estão no horizonte do plano.

Licitação definirá concessão de novos terminais urbanos

O presidente da Emdec, Carlos José Barreiro anunciou ontem que até o final do primeiro semestre de 2020, colocará na rua licitação para a concessão dos terminais urbanos da cidade. Quem vencer a concorrência fará a gestão dos equipamentos já instalados e também as estações dos corredores do BRT. Ele poderá fazer a exploração comercial do espaço, como instalação de shopping, e pagará uma outorga à Prefeitura pelo uso do espaço. O recurso, informou, será utilizado para reduzir a tarifa de transporte paga pelos usuários.

Barreiro explicou que o recurso que ingressará da concessão formará receita acessória que a Administração utilizará para ajudar a financiar o subsídio dado às operadoras do transporte e garantir, assim, tarifa acessível. Com a concessão, informou, a Prefeitura deixa de gastar com a manutenção dos terminais, que segundo ele é cara, e propicia a chamada modicidade tarifária, com uso de recurso novo no sistema de transporte, que poderá promover a redução da tarifa ao usuário.

DIRETRIZES DO PLANO DE MOBILIDADE

Gestão da Circulação

- Melhorar as condições de circulação do sistema viário

- Concessão do estacionamento rotativo

- Implantar diretrizes para circulação de carga e produtos perigosos

- Alternativas para demandas decorrentes da expansão do Aeroporto de Viracopos

Sistema Viário

- Plano Viário para os próximos 25 anos

- Obras para melhoria na circulação do Anel Rebouças e entorno do Terminal Rodoviário

- Sistema Viário com aproveitamento das rodovias que cortam o Município

- Implantação de marginais nas principais rodovias

Transporte Público Municipal

- Nova concessão do transporte urbano

- Concessão dos terminais urbanos e abrigos de ônibus

Requalificação dos corredores de transportes existentes

- Obras e plano de operação dos corredores BRT

- Corredores radiais e perimetrais de transporte

- Faixas exclusivas no modelo padrão BRT

Transporte Ativo

- Deslocamento a pé – posturas municipais e política para calçadas; ações para minimizar os conflitos entre circulação a pé e trânsito de veículos; ações de urbanismo tático

- Ciclomobilidade – sistema cicloviário integrado ao sistema de transporte; uso compartilhado de bicicletas e outros meios auxiliares

Mobilidade sustentável e trânsito seguro

- Uso de meios de transporte menos poluentes

- Programas permanentes de educação para o trânsito

- Ações voltadas à redução da acidentalidade

Transporte motorizado individual

- Ações que promovam a migração do modo motorizado para o não motorizado e coletivo

- Sistema de uso compartilhado de veículos elétricos (carsharing)

- Estacionamento rotativo pago

Transporte Público Metropolitano

- Corredores para atender demandas intermunicipais

- Desenvolver o eixo Monte-Mor a Campinas (Viracopos)

- Corredor de média capacidade (BRT ou VLT) nos eixo Sudoeste (Abolição-Valinhos) e Nordeste

- Trem regional, avaliando seus impactos no Município

 

Rede de esgoto chega a três bairros da cidade

Prefeito de Campinas, Jonas Donizette (PSB), assinou ontem a autorização para a abertura de licitação para obras de esgotamento sanitário nos bairros Gramado ll, Santa Marcelina e Capivari II, beneficiando 52.341 pessoas. Segundo o presidente da Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento (Sanasa) — empresa municipal responsável pelo abastecimento de água, coleta, afastamento e tratamento dos esgotos domésticos —, Arly de Lara Rômeo, essas obras são esperadas há mais de 40 anos pelos moradores dos condomínios que compõem a região do Gramado, em suas palavras, uma área próspera e super valorizada, que abriga famílias tradicionais de Campinas.
Serão investidos cerca de R$ 21,3 milhões. Desse total, em torno de R$ 20,2 milhões serão financiados pela Caixa Econômica Federal (CEF) e pouco mais de R$ 1,1 milhão em contrapartida da Sanasa.
Arly especificou que, no Gramado II, em uma primeira etapa, serão implantados 3.649 metros de rede coletora de esgoto, beneficiando 1.208 moradores. O valor total do investimento será de R$ 4.385.191,63. Deste total, R$ 4.165.932,05 serão financiados pela Caixa Econômica, e R$ 219.259,58 serão contrapartida da Sanasa. “Essa obra é importantíssima pois possibilitará que os demais condomínios que compõem a região do Gramado liguem suas redes nesse interceptor”, afirmou. A obra, destacou, é emblemática, uma vez que desde a origem do bairro até hoje, os moradores utilizam fossa séptica para o esgotamento.
Jonas explicou que o processo para realização dessas melhorias de infraestrutura foi complexo. Entraves burocráticos, frisou, precisaram ser vencidos. “Tivemos que pedir autorização do governo do Estado, porque a rede coletora de esgoto vai transpor um terreno da fazenda do Instituto Biológico”, esclareceu. Para viabilizar as obras, foi necessária a assinatura de um decreto estadual. O ato, um dos últimos de Geraldo Alckmin (PSDB) como governador de São Paulo, ocorreu em março de 2018. Em abril, o tucano passou a se dedicar à candidatura à presidência da República.
Jonas recordou ainda que antigamente, os loteamentos eram construídos sem esgotamento sanitário. Hoje, a legislação vigente não permite mais isso. Dino Pioli, de 78 anos, representou os moradores dos condomínios da região do Gramado na solenidade. Há dois anos, relembrou, a Sanasa havia feito uma obra que já contemplou 30% da área. Essa melhoria foi mais simples, comentou, porque não dependia do Estado.
Santa Marcelina e Capivari II
No Santa Marcelina, a Sanasa fará a implantação de 1.494 metros de interceptores, atendendo 4.323 habitantes. O valor total do investimento será de R$ 1.695.970,45. Desse total, R$ 1.611.171,93 serão financiados pela Caixa, e R$ 84.798,52 serão contrapartida da Sanasa.
No Capivari II, a Sanasa executará o serviço de expansão de rede com a implantação de 5.623 metros de interceptores, 848 metros de linha de recalque — canalização que eleva o esgoto do ponto mais baixo para o de escoamento utilizando a força da gravidade — e uma Estação Elevatória de Esgoto com capacidade para 151 litros por segundo. A obra beneficiará 46.810 pessoas. O investimento será de R$ 16.049.463,74. Deste total, R$ 15.246.990,55 são financiados pela Caixa e R$ 802.473,19 serão contrapartida da Sanasa.
O esgoto coletado do Gramado ll e do Santa Marcelina será tratado na Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Anhumas. Já o do Capivari ll será encaminhado para a Estação Produtora de Água de Reúso (Epar-Capivari ll). A partir do início das obras, a previsão de conclusão é de 12 meses para o Gramado II e 15 meses para o Santa Marcelina e Capivari II.
Presidente da Sanasa, Arly de Lara Rômeo disse que com mais essas três obras, Campinas dá mais um passo para atingir 100% da capacidade instalada de tratamento de esgoto. No momento, a empresa municipal possui índices de 99,81% de distribuição de água potável, 95% de capacidade instalada de tratamento de esgoto e 96,5% de coleta e afastamento de esgoto. Em abril de 2020, detalhou Arly, com a inauguração da Estação Produtora de Água de Reúso (EPAR) Boa Vista, Campinas será a primeira cidade com mais de 500 mil habitantes a atingir 100% de capacidade instalada de tratamento. Segundo ele, “uma maravilha”.