Lenovo reduz prejuízo no Brasil em 83% no ano passado

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A fabricante chinesa de computadores Lenovo apresentou uma melhora significativa em seu resultado financeiro após ter se desfeito da operação da CCE, em 2015. No ano passado, a companhia registrou uma queda de 82,6% no lucro líquido da operação brasileira, para R$ 237,4 milhões (US$ 75,6 milhões), ante R$ 1,36 bilhão (US$ 433,1 milhões) um ano antes. O balanço da Lenovo foi publicado na edição desta sexta-feira do “Diário Oficial do Estado de São Paulo”.

Em 2016, a receita líquida de vendas da Lenovo avançou 1,3%, chegando a R$ 1,514 bilhão (US$ 482,2 milhões). Os custos de produtos vendidos caíram 8,1%, para R$ 1,29 bilhão (US$ 410,8 milhões). O lucro bruto chegou a R$ 225,1 milhões (US$ 71,7 milhões), ante R$ 91,1 milhões (US$ 29 milhões) no ano anterior. As despesas administrativas e comerciais recuaram 41,4%, para R$ 242,8 milhões (US$ 77,3 milhões). Outras despesas encolheram 75,2%, para R$ 93,7 milhões (US$ 29,8 milhões).

O prejuízo operacional baixou para R$ 343,9 milhões (US$ 109,5 milhões), ante R$ 1,16 bilhão (US$ 369,4 milhões) em 2015. O resultado financeiro ficou positivo em R$ 106,0 milhões (US$ 33,8 milhões), ante um prejuízo financeiro em 2015 de R$ 205,0 milhões (US$ 65,3 milhões). A companhia informou no balanço que fez uma série de ajustes para reduzir custos e melhorou a produtividade nas fábricas. A Lenovo tentou ganhar participação de mercado no Brasil com a compra, em 2012, da CCE, por US$ 300 milhões. Em 2015, a empresa abandonou a ideia e devolveu a CCE aos antigos donos, a família Sverner.

Em agosto de 2016, a Lenovo trocou o terreno de 52 mil metros quadrados em Itu (SP) por um galpão de 23 mil metros quadrados na cidade de Indaiatuba – também em São Paulo – para reduzir custos. A unidade tem capacidade para produzir 1 milhão de aparelhos por ano. A empresa também reduziu o número de funcionários de 1 mil para 800. Líder na indústria global de computadores com receita de US$ 45 bilhões, a Lenovo é a terceira do mercado brasileiro, com participação de 13%, atrás de Dell e HP.



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