Mercado de imóveis vai ter melhora em 2018

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Nos últimos três anos, a quantidade de lançamentos de imóveis em Campinas caiu 28,70%. No ano de 2014, 2.714 novas unidades foram colocadas à venda, mas o volume caiu para 1.935 no ano passado. Contudo, o mercado já espera por tempos melhores no começo de 2018. Os dados constam de balanço divulgado ontem pelo Sindicato da Habitação (Secovi) que mostra ainda que, de julho de 2014 a junho de 2017, foram lançados 6,4 mil imóveis na cidade. O Valor Global de Vendas (VGV) atingiu R$ 1,63 bilhão (US$ 520,8 milhões).

Os imóveis com maior demanda e mais ofertados foram as unidades de dois dormitórios econômicos dentro do programa Minha Casa Minha Vida. Os produtos responderam por 49% do total colocado à venda no período, que chegou a 3.148 unidades. Conforme o relatório do Secovi, 4.759 imóveis foram comercializados no período de 36 meses. Desse total, 2.646 unidades eram de dois dormitórios econômicos.

Em tempos de crise, os imóveis mais em conta foram as vedetes do mercado. Segundo o Secovi, 3.184 imóveis colocados à venda custavam até R$ 230 mil (US$ 73,5 mil) e responderam por 56% dos 4.759 vendidos nos 36 meses analisados pela entidade. O estoque em junho deste ano era de 1.641 novas habitações. Em junho de 2014, eram 2.545 unidades.

“O estoque de novas habitações lançadas e ainda disponíveis para a venda caiu 36% no comparativo dos 36 meses. O mercado da cidade apresentou uma retração na quantidade de lançamentos, mas verificamos que a demanda por novas unidades ficou estável”, comentou o diretor da Regional Campinas do Secovi, Marcelo Coluccini.

Ele salientou que o preço do metro quadrado subiu nos últimos três anos em Campinas. O diretor exemplificou que o custo do metro quadrado de uma unidade de dois dormitórios passou de R$ 6.397,00 (US$ 2043,8) em 2015 para R$ 7.132,00 (US$ 2278,6) neste ano. A alta foi de 11,48%. “Quando analisamos os imóveis de maior valor, como as unidades com quatro dormitórios, o valor subiu de R$ 7.599,00 (US$ 2427,8) para R$ 8.401,00 (US$ 2684)”, comparou. Atualmente, as unidades de um dormitório têm um custo médio de R$ 6.511,00 (US$ 2080,2). No caso dos imóveis de três dormitórios, o valor sobe para R$ 7.048,00 (US$ 2251,8).

O diretor regional do Secovi comentou que o setor deve sentir uma retomada mais efetiva dos negócios no primeiro semestre de 2018. “Os setores econômicos estão conseguindo descolar as atividades econômicas da crise política. Já percebemos um aumento na quantidade de projetos para aprovação”, ressaltou.



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