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Conheça a RMC

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A Região Metropolitana de Campinas (RMC), criada pela Lei Complementar Estadual nº 870, de 19 de junho de 2000, é uma das regiões metropolitanas mais dinâmicas no cenário econômico brasileiro. Seu Produto Interno Bruto (PIB), em valores correntes, foi de R$ 142,3 bilhões em 2013, representando cerca de 8,3% do PIB paulista e 2,7% do PIB nacional.

Além de possuir uma economia forte e diversificada, a RMC destaca-se também pela presença de centros inovadores no campo das pesquisas científicas e tecnológicas. Outro expoente da região é o Aeroporto de Viracopos, localizado no município de Campinas. O aeroporto registra um fluxo anual de cargas embarcadas e desembarcadas em vôos internacionais de cerca de 176 mil toneladas. De cada três toneladas de mercadorias exportadas e importadas por via aérea no país, uma passa por Viracopos, que, juntamente com os aeroportos de Guarulhos e do Rio de Janeiro, respondem por 82% do fluxo anual de cargas desse tipo de transporte.

No princípio, a RMC era formada por 19 municípios. Em 13 de março de 2014, por meio da Lei estadual nº 1.234, Morungaba passou a integrar o território metropolitano.

Atualmente, fazem parte da RMC 20 municípios: Americana, Artur Nogueira, Campinas, Cosmópolis, Engenheiro Coelho, Holambra, Hortolândia, Indaiatuba, Itatiba, Jaguariúna, Monte Mor, Morungaba, Nova Odessa, Paulínia, Pedreira, Santa Bárbara d'Oeste, Santo Antônio de Posse, Sumaré, Valinhos e Vinhedo.

ECONOMIA

Nos últimos 100 anos, a região de Campinas vem ocupando e consolidando uma importante posição econômica nos níveis estadual e nacional. Situada nas proximidades da Região Metropolitana de São Paulo, comporta um parque industrial abrangente, diversificado e composto por segmentos de natureza complementar. Possui uma estrutura agrícola e agroindustrial bastante significativa e desempenha atividades terciárias de expressiva especialização.

Destaca-se ainda pela presença de centros inovadores no campo das pesquisas científica e tecnológica, bem como do Aeroporto de Viracopos – o segundo maior terminal aéreo de cargas do País, localizado no município de Campinas. A RMC também conta com a Região do Polo Têxtil que compreende os municípios de AmericanaSanta Bárbara d'OesteSumaréNova Odessa e Hortolândia sendo o maior polo têxtil do Brasil, responsável por 85% da produção nacional de tecidos.

Outro destaque é que boa parte das maiores empresas multinacionais do mundo estão instaladas no território metropolitano como Bosch, Samsung, Goodyear, Pirelli, Mercedes-Benz, Motorola, 3M, Honda, Valisere, Magnetti Marelli, Dell, HP, IBM, Eaton, Unilever, Tetra Pak, Toyota, Syngenta, General Eletric, Braskem, Rhodia, Bayer, Iveco, Wolkswagen, Scania, entre outras. Além disso, conta com grandes pólos industriais e empresariais, como o CIATEC, e científicos, como o Laboratório Nacional de Luz Síncrotron, ambos em Campinas, além da Refinaria de Paulínia (REPLAN), da Petrobras, considerada a maior refinaria do país em produção. Por causa disso, a Região também é conhecida como a "Vale do Silício brasileiro" ("Silicon Valley").

Existe uma presença maciça de micro e pequenas empresas operando na RMC (cerca de 90% do total de empresas no território metropolitano). Em relação aos microempreendedores individuais, existem mais de 80 mil, correspondendo a cerca de 7% do total no estado de São Paulo e 1,7% do total do país, sendo a maior parte da faixa etária de 31 a 40 anos. 80% do total de MEI's na RMC são da faixa etária de 21 a 50 anos de idade. Além disso, existem aproximadamente 400 MEI's estrangeiros operando na RMC: a maioria são peruanos (cerca de 17% do total de estrangeiros) e bolivianos (11%). 

Em 2012, Viracopos registrou um fluxo de cargas embarcadas e desembarcadas em vôos internacionais de cerca de 246.219 toneladas. De cada três toneladas de mercadorias exportadas e importadas, uma passa pelo aeroporto, que também responde por 18,1% do fluxo aéreo total de cargas no Brasil. Em relação ao transporte de passageiros, o aeroporto campineiro ultrapassou a marca de 8,8 milhões de passageiros. 

COMÉRCIO EXTERIOR

Os agentes econômicos da RMC apresentam diversificação em suas relações comerciais com os países. No entanto, as principais rotas de exportação são a Argentina, os Estados Unidos e o México. Seis das dez principais rotas de exportação são países da América do Sul, como Bolívia, Venezuela e Chile. 

Apesar disso, é crescente o volume de importações oriundas do continente asiático. A China é a principal via de compras provenientes do exterior, representando cerca de 25% do total de importações na Região, cujo o país é o principal parceiro comercial do Brasil. Além disso, existe um crescimento nas importações oriundas de Taiwan, Japão, Coreia do Sul e Vietnã. Além da Ásia, países da União Europeia, como Alemanha, Itália e França também exportam produtos à RMC.

A Região Metropolitana de Campinas exporta produtos de maior parte industrial, sendo do segmento automobilístico, como automóveis, reboques e carrocerias, do setor químico e farmacêutico e do setor de máquinas e equipamentos para a indústria. Há também exportações de alimentos, borracha e plástico e produtos do setor metalúrgico. Em relação às importações, a Região importa produtos do setor de informática, eletrônicos e ópticos, produtos químicos e também máquinas e equipamentos para o setor industrial.

Outra atividade econômica em evidência é o agronegócio, onde existem grandes produtores e empresas agrícolas e pecuárias estabelecidas na Região. Entre 2010 e 2014, o segmento obteve crescimento de 50% nas exportações. Em 2014, o volume monetário exportado foi de aproximadamente US$ 519 milhões, correspondente a 11,9% da totalidade na RMC e quase 3% das exportações do agronegócio paulista. Os principais produtos do agronegócio na RMC são: complexo soja, fibras e produtos têxteis, carnes e complexo sucroalcooleiro.

O setor de Turismo também vem ganhando destaque na economia metropolitana. Constata-se na Região Metropolitana de Campinas, nos últimos anos, um crescimento contínuo em infraestrutura, transporte, bem como de novos empregos, fruto de investimentos realizados com foco principalmente no setor turístico. Nesse sentido, um dos ramos do setor com maior expansão é o denominado "Turismo de Negócios", que promove uma constante expansão da economia metropolitana em diversas atividades.

A Região conta também com inúmeros pontos turísticos, além de uma cultura gastronômica diversificada, resultado das próprias origens históricas. Segundo dados da RAIS, o número de estabelecimentos nesse segmento cresceu 34,54% entre 2009 e 2014, sendo que 98% do total são empresas de micro e pequeno porte (MPE’s). Já o número de vínculos empregatícios aumentou 33,55% no mesmo período, representando 4,5% da quantidade geral de postos de trabalho na RMC em 2014.

 

PIB

A produção industrial diversificada – com ênfase em setores dinâmicos e de alto input científico / tecnológico, notadamente nos municípios de CampinasAmericanaPaulíniaSumaréIndaiatubaSanta Bárbara d'Oeste, e Jaguariúna – vem resultando em crescentes ganhos de competitividade nos mercados interno e externo.

A região exibe um Produto Interno Bruto (PIB) mais de R$ 100 bilhões/ano. Sua renda per capita é bastante significativa se comparada a do estado de São Paulo ou Brasil.

ÁREA

Os 20 municípios abrangidos ocupam uma área de 3.791,82 km², o que corresponde a 0,04% da superfície brasileira e a 1,47% do território paulista. Da área total, 1.396,13 km² são de zona urbana (36,82% do total) e 2.395,70 km² de zona rural (63,18% do total).

Aspectos demográficos

A Região possui uma população de 3.094.181 habitantes, segundo dados da estimativa populacional do IBGE, o que corresponde a 1,51% da população nacional e a 6,97% da população estadual. Campinas abriga 37,74% da população metropolitana, sendo a 14ª cidade mais populosa do país e a segunda mais populosa do Brasil, exceto as capitais. Americana, HortolândiaIndaiatuba e Santa Bárbara d'Oeste têm, cada um, mais de 200 mil habitantes.

O grau de urbanização da Região Metropolitana de Campinas (RMC) é de 97,48% da população regional em 2014. Observa-se também que, entre os anos de 2000 e 2014, o índice permaneceu estável, variando entre 96% e 97%.

Dentre as cidades que compõem a área metropolitana de Campinas, Hortolândia obteve pleno grau de urbanização no período de 2000 a 2014. Já Holambra, foi o município com maior crescimento na taxa de urbanização (43%) no período considerado, um crescimento médio de quase 2,6% ao ano, seguido de Santo Antônio de Posse, com crescimento de 15,43%, uma variação média de 1% ao ano. As cidades de Campinas e Hortolândia não indicaram variação média no nível de urbanização nos últimos 15 anos.

A malha viária permitiu uma densa ocupação urbana, organizada em torno de algumas cidades de portes médio e grande, revelando processos de conurbação já consolidados ou emergentes. As especificidades dos processos de urbanização e industrialização ocorridos na Região provocaram mudanças muito visíveis na vida das cidades. De um lado, acarretaram desequilíbrios de natureza ambiental e deficiências nos serviços básicos. De outro, geraram grandes potencialidades e oportunidades em função da base produtiva (atividades modernas, centros de tecnologia, etc.). Nesse cenário, cidades médias passaram a conviver com problemas típicos de cidades grandes. A proliferação de favelasviolência e pobreza revelam um padrão de crescimento bastante perverso, que aprofunda as desigualdades sociais.

Apesar dos problemas sociais, a Região Metropolitana de Campinas possui o melhor Índice de Desenvolvimento Humano entre as regiões metropolitanas do Brasil, segundo dados do PNUD.

Infraestrutura

Transportes

A Região conta com amplo sistema viário, bastante ramificado, e que apresenta os seguintes eixos principais: a Rodovia dos Bandeirantes e a Rodovia Anhangüera, que ligam a cidade de São Paulo ao interior paulista, cortando a RMC; a rodovia SP-304, rumo a Piracicaba, a Rodovia Santos Dumont, rumo a Sorocaba e a Rodovia Dom Pedro I, que faz a ligação com o Vale do Paraíba, entre outras. Entre as rodovias que servem de ligação entre as cidades da RMC, se destacam:

  • Rodovia Professor Zeferino Vaz (Campinas-Paulínia-Cosmópolis-Artur Nogueira-Conchal)
  • Rodovia Jornalista Francisco Aguirra Proença (Campinas-Hortolândia-Capivari)
  • Rodovia Prefeito José Lozano Araújo ou Rodovia 330-110 (Paulínia-Sumaré-Hortolândia)
  • Rodovia Adhemar de Barros (Campinas-Mogi Mirim-Mogi Guaçu)
  • Rodovia Doutor Roberto Moreira (Paulínia-Campinas)
  • Rodovia Miguel Melhado Campos (Vinhedo-Campinas)
  • Rodovia Miguel Noel Nascentes Burnier (Mogi-Mirim-Campinas)

Alguns dados socioeconômicos da RMC:

ÁREA (IBGE): 3.791,82 km²

POPULAÇÃO (IBGE 2015): 3.094.181 habitantes

DENSIDADE DEMOGRÁFICA: 816,01 hab./km² 

PIB (2013) - em valores correntes: R$ 142.310.006.000,00

PIB per capita (2013): R$ 47.174,00

COMPOSIÇÃO DO PIB (2013)

Agropecuária - 0,8%

Indústria - 22,3%

Serviços - 56,0%

IDH 2010 (PNUD): 0,792 (alto)

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