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SISTEMA FOTOVOLTAICO: O FUTURO AGORA


A energia fotovoltaica é a eletricidade oriunda do Sol. O termo é oriundo da palavra “foto”, que em grego significa “Sol”, e “voltaica”, que vem da palavra “volt”, unidade de medida do potencial elétrico.

A geração de eletricidade, por meio da energia solar, foi descoberta em meados do século XIX, sendo aperfeiçoada ao longo do tempo. Em 1923, Albert Einstein ganhou seu primeiro Prêmio Nobel, em decorrência de sua explicação do efeito fotovoltaico.

Utilizada no Hemisfério Norte, desde a década de setenta, a energia solar consta da pauta dos governos como fonte alternativa de “energia limpa”. Porém, somente em 1980, o Estado de Israel estabeleceu, como país, a primeira política pública de energia solar. Neste período, a produção mundial de eletricidade fotovoltaica era pequena, cerca de 20MW.

Em 1994, após a Primeira Conferência Mundial Fotovoltaica no Havaí, a produção de energia pelo sistema fotovoltaico obteve relevância, atingindo uma produção de 1000 MW em sistemas instalados pelo mundo.

A radiação solar possui elementos chamados fótons. Estes, em contato com o material semicondutor, o silício, despertam elétrons e geram o que conhecemos por eletricidade. Quanto maior é a intensidade solar, maior é a geração de energia através dos inversores.

O inversor tem o papel de converter a corrente contínua em alternada. Ou seja, concebe a corrente contínua as características necessárias para atender as condições impostas pela rede elétrica pública. Assim, a energia elétrica que não for consumida imediatamente, poderá ser “armazenada” ou “lançada” na rede pública.

É de conhecimento que a energia solar térmica difere da energia fotovoltaica. Para geração de energia térmica utilizam-se coletores solares que possuam apenas a finalidade de aquecimento de água nas residências, hotéis, clubes, entre outros. Diferentemente da energia fotovoltaica, obtida por meio de módulos solares, cuja principal finalidade é a geração de energia elétrica como um todo, tendo em vista que as células fotovoltaicas podem ser aplicadas em diversos equipamentos elétricos, e até mesmo como fonte de abastecimento de carros elétricos.

Segundo Relatório da Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA), “em todo o mundo, foram construídas em 2016 usinas de energia limpa com a capacidade total de 161 gigawatts (GW). Isso corresponde à capacidade instalada de cerca de 161 usinas nucleares ou de carvão de grande porte”.

Devido o mineral Silício ser o segundo elemento mais comum na crosta externa da Terra, não há limites para sua utilização em células solares. Contudo, no caso específico, ele necessita conter alto grau de pureza, o que exige conhecimento tecnológico.  

Há duas maneiras para se fabricar os módulos solares: a primeira consiste na produção de células solares feitas de fatias superfinas de silício em formato cristalino; a segunda consiste na aplicação de plasma em um material semicondutor sobre um vidro ou outro tipo de material flexível. A técnica permitiu a produção de módulos solares mais flexíveis, inquebráveis, leves, semitransparentes e com superfícies curvas, contribuindo para aumentar a versatilidade de sua aplicação, principalmente em projetos incorporados à construção civil.

Pelas suas características geográficas, o Brasil possui grande potencial para geração de eletricidade a partir do Sol. Segundo o Atlas Brasileiro de Energia Solar, diariamente incide entre 4.500Wh/m² a 6.300Wh/m² no nosso país. Em termos comparativos, a Alemanha, um dos líderes no uso de energia fotovoltaica, possui um potencial 40% menor do que as regiões mais ensolaradas do Brasil.

O Brasil dispõe de uma das matrizes energéticas mais limpas do mundo. Nesse sentido, a energia solar fotovoltaica apresenta-se como uma fonte complementar. Além disso, trata-se de uma fonte de energia com menor potencial de consumo, além de uma redução das perdas na transmissão.

Em abril de 2012, Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) publicou a Resolução Normativa 482cujo teor almeja a ampliação das possibilidades de produção deste tipo de energia ao reduzir as barreiras para a conexão de sistemas fotovoltaicos às redes de distribuição.

 Importante ressaltar que, além de apresentar um grande potencial solar, o Brasil possui uma das maiores reservas de Silício do mundo, o que o torna um país privilegiado para o desenvolvimento desta indústria.

 O sistema oferece diversas vantagens para o sistema elétrico de um país, principalmente relacionadas à redução de custos no longo prazo, algumas delas ainda em fase de quantificação, tais como:

  • ·Redução de perdas por transmissão e distribuição de energia, dado que a eletricidade é consumida onde é produzida;
  • ·Redução de investimentos em linhas de transmissão e distribuição;
  • ·Baixo impacto ambiental;
  • ·Fornecimento de maiores quantidades de eletricidade nos momentos de maior demanda interna do local, e
  • ·Rápida instalação devido a sua grande modularidade e curtos prazos de instalação, aumentando assim a geração elétrica em determinado ponto.

Portanto, nada mais promissor que sua utilização seja intensificada ao longo dos próximos anos. Este é um dos caminhos para sobrevivência do nosso planeta. Ou seja: O FUTURO É AGORA!  

Texto: AGEMCAMP – Diretoria Técnica  


 
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