Os pequenos seguraram a onda

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O emprego ainda é uma grande preocupação dos brasileiros. No ano passado, milhares de brasileiros ficaram sem uma ocupação. Mas aqui na região, os pequenos empreendimentos conseguiram manter as vagas, como mostra um estudo do Observatório do Trabalho do Centro Público de Apoio ao Trabalhador (Cpat), ligado à Secretaria Municipal de Trabalho e Renda. Segundo os números, as empresas com até quatro trabalhadores fecharam 2016 com um saldo positivo de 13.255 contratações na Região Metropolitana de Campinas (RMC).

Na outra ponta, as com entre 20 e 49 funcionários foram as que mais cortaram trabalhadores, com 8.256 demissões. Em seguida, vieram as empregadoras com mil ou mais trabalhadores, que desligaram 6.535 pessoas; e as com entre 100 e 249 funcionários tiveram um saldo negativo de 5.992 postos formais. A RMC perdeu 30.930 empregos a menos no ano passado.

Os números reforçam a importância dos pequenos negócios para a economia. No ano passado, Campinas registrou 49.315 microempreendedores individuais, quase 20% mais que em 2015.

O economista do Observatório do Trabalho, André Luiz de Castilho Fonseca, afirmou que o desemprego levou muitos trabalhadores a apostarem no empreendedorismo para garantir renda, como mostra o crescimento na base de microempreendedores individuais (MEIs) e pequenos empreendimentos. “Houve um crescimento dos pequenos empreendimentos mesmo num momento adverso da economia. Isso é muito bom, mas ainda carecemos de políticas que deem mais suporte a eles, de ferramentas que garantam a manutenção verdadeiro desse colchão social”, disse.

Fonseca afirmou que é preciso criar uma política que garanta crédito mais barato e acessível para os pequenos negócios. “Os pequenos empresários precisam de apoio para acessar crédito e ter suporte na gestão. Para se manter no mercado, eles precisam tanto de recursos financeiros quanto de apoio em gestão e capacitação”, avaliou. O custo do dinheiro, porém, ainda é muito alto em Campinas. A última pesquisa sobre a média dos juros no mercado feita pela Associação Comercial e Industrial de Campinas (Acic) apontou que o desconto de duplicata estava em 53,76% ao ano. Há opções mais baratas, como as taxas de 7,5% ao ano na Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) operada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) – só que é uma linha muito difícil para ser acessada pelos pequenos empresários.

 



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