Parceria viabiliza parque urbano em Americana

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Em tempos de crise econômica e caixas vazios, a Prefeitura de Americana conseguiu o apoio de empresários da cidade para transformar uma antiga gleba verde, encravada na zona urbana, em um novo parque público. A nova área de lazer — localizada entre os bairros Dona Judith e Vila Dainese — tem cerca de 240 mil metros quadrados. O trecho começa no final da Avenida Raphael Vitta (próximo ao acesso ao estádio do Rio Branco) e se esparrama até as imediações da Fatec.

De acordo com técnicos da própria Secretaria de Meio Ambiente, o espaço vai ganhar uma trilha para caminhada, brinquedos, painéis educativos e bancos de madeiras. Todas os equipamentos serão feitos com materiais reciclados ou madeira. O visual rústico, aliás, é essencial no projeto que busca, essencialmente, resgatar uma paisagem que, nos últimos anos, vem sendo ameaçada por queimadas, descarte clandestino de lixo e ocupação ilegal.

O objetivo mais importante, segundo admitem os próprios idealizadores, é salvar o Córrego Pilles, que nasce dentro da gleba e corre entre as duas pistas da Raphael Vitta, até desaguar no Ribeirão Quilombo. Com a destruição da mata ciliar, pontos do riacho ficam assoreados e poluídos.

Nas últimas semanas, engenheiros e ambientalistas circulavam por toda a gleba. Eles planejavam as intervenções e definiam os locais que vão precisar de serviços mais complexos, como a movimentação de terras para recuperação de trechos que sofreram erosão. Não existe prevenção sobre quanto vai custar o novo parque. Sabe-se, apenas, que a municipalidade não vai gastar um centavo sequer.

Bancos e gangorras, por exemplo, serão feitos com madeira doada, à Prefeitura, por um uma gigantesca fábrica de papel e celulose da microrregião. A empresa detém plantações gigantescas de eucalipto (matéria prima da linha de produção), e aceitou contribuir com a exceção do projeto. O parquinho com brinquedos de madeira será semelhante, por exemplo, ao que já existe na conhecida Praça Tio Gaga, no Jardim Glória, elegante bairro da cidade, onde todas as peças, partes acessórios são feitos de materiais reaproveitados ou sobras.

A trilha prevista — com dois quilômetros de extensão — também será feita, mata adentro, com placas reaproveitadas de madeira. E as parcerias não param por aí. Uma empresa de engenharia ambiental se encarrega do mapeamento completo da gleba, para a identificação de espécies nativas remanescentes da fauna e flora. Estuda- se a possibilidade de disponibilizar placas informativas na trilha, que incentivem a contemplação.

A segurança dos usuários será garantida pela instalação de câmeras de monitoramento com giro de 360 graus. A expectativa da Prefeitura e das empresas envolvidas no projeto é que em oito meses ocorram as intervenções estruturais.

 

Administração planeja recuperar trecho nativo

A idealização do parque urbano com trilha, em plena zona urbana, faz parte de um projeto bem mais amplo da Prefeitura de Americana, que pretende recuperar outros trechos degradados de mata. A menina dos olhos da Administração neste programa é o Parque da Gruta, gleba de preservação permanente com 500 mil metros tomados por vegetação nativa. O despelo irregular de esgoto e o depósito clandestino de lixo, ao longo das últimas três décadas, devastou o espaço que, antigamente, era muito frequentado por quem apreciava quedas d’água, lagoas, samambaias e avencas.

De acordo com o deputado estadual Chico Sardelli (PV) – que tem em Americana a sua base eleitoral –, o governo federal já se comprometeu a destinar recursos para intervenções estruturais básicas para a recuperação da gleba, como a instalação de emissários e a construção de uma nova estação de tratamento de esgoto para aquela região, próxima do limite de Americana com Santa Bárbara.



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