PCJ investe US$ 52,1 milhões na recuperação de ribeirão

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A recuperação do Ribeirão Quilombo, que nasce em Campinas e segue por 50 quilômetros até desaguar no Rio Piracicaba, em Americana, vai exigir investimentos de mais de R$ 165 milhões (US$ 52,1 milhões) em dez anos. O Consórcio das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ) anunciará hoje um plano de investimentos na recuperação de matas ciliares e na contenção de cheias para minimizar os impactos que esse rio, altamente poluído, provoca em Paulínia, Hortolândia, Nova Odessa e Americana e que nos últimos anos vem resultando em desastres naturais, mortes e prejuízos materiais provocados por enchentes, deslizamentos e outros acidentes resultantes de sua degradação ambiental.

O manancial é classificado como de classe 4, o que significa que suas águas só servem para navegação e harmonia paisagística e mesmo com tratamento, não servem para o abastecimento público. Até 1984, mesmo com poluição, os peixes ainda sobreviviam em suas águas. Depois disso, a concentração industrial e o aumento populacional sem o devido investimento em tratamento de esgoto, o rio morreu.

Uma força-tarefa foi desencadeada no início do ano e envolveu o Consórcio PCJ, o Consórcio Intermunicipal de Resíduos Sólidos (Consimares), as câmaras municipais e prefeituras por onde o rio passa para atualizar o Plano Diretor de Macrodrenagem do Quilombo, elaborado em 2002 e pouco implantado até agora. O Consórcio estima que haverá necessidade de plantio de 280 mil mudas nativas, com custo previsto de R$ 5,7 milhões (US$ 1,8 milhão), o que exigirá investimentos de R$ 570 mil (US$ 179,8 mil) até 2027. Para conter as cheias, está prevista a construção de 11 reservatórios, ao custo de R$ 160 milhões (US$ 50,5 milhões). Os investimentos não incluem tratamento de esgoto.

 

Nova Odessa

No lançamento de ações de engajamento e sensibilização do Ribeirão Quilombo, em Nova Odessa, às 10h, haverá o plantio de mudas nativas às margens do curso d’água, além de comemorar os 28 anos de fundação da entidade. Durante o evento, será apresentado o plano de investimentos para a recuperação das matas ciliares e de contenção de cheias. O lançamento será na esquina da Rua Valentim Beato com a Rua Antônio Rodrigues Azenha, próximo à área central de Nova Odessa.

O Plano de Macrodrenagem do Quilombo de 2002 previa a construção de 13 piscinões distribuídos ao longo dos seus 40 quilômetros de extensão, além de construção de diques e, pelo menos, quatro áreas seriam destinadas à preservação permanente, além de ações de recobertura vegetal para conter a erosão.

A proposta visava melhorar o escoamento da água em curto prazo, problema que, se tudo tivesse sido implantado, estaria equacionado até 2020. A falta de recursos impediu a implantação do projeto na totalidade. “O grande problema que temos no Quilombo é a poluição das águas, por causa do lançamento de esgotos. Melhorar o tratamento será essencial para a vida voltar ao ribeirão”, afirmou o especialista em recursos hídricos, Geraldo Mascarenhas. Fazer a vida voltar ao ribeirão, disse, depende de ações dos prefeitos que precisam buscar recursos para tratar esgoto, remover as populações que ocupam as áreas de preservação permanente do manancial, construir piscinões para combater as enchentes.



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