Programa certifica alunos em oncohematologia

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Doenças graves como o câncer ainda desafiam a ciência e a medicina até os dias de hoje. Visando estimular novas pesquisas na área, sobretudo do câncer infantil, o PEOp (Programa de Educação em Oncohematologia Pediátrica para Graduação na Área da Saúde) realiza há seis anos um estágio que tem justamente o objetivo de encorajar estudantes a perseguirem uma carreira de pesquisa em oncohematologia pediátrica. Ontem à tarde ocorreu a entrega dos certificados de conclusão do estágio de 2018 a 14 alunos – desde o início do programa, 47 estudantes já participaram, alguns deles premiados nacional e internacionalmente.

Durante a “formatura”, os estudantes puderam apresentar um pouco do que aprenderam durante as 210 horas de estágio com treinamento em laboratórios de Hematologia, Biologia Molecular, Genética, Imunoengenharia, Serviço de Imagem, Epidemiologia, Saúde Mental e Odontologia. Cada estudante ainda apresentou um projeto que poderá ser realizado dentro do Centro de Pesquisa Boldrini, que hoje é o maior centro de pesquisa em oncologia pediátrica da América Latina.

O estudante Bruno Gomes, por exemplo, cursa medicina na Unicamp e acompanhou as atividades dentro do laboratório de Medicina Molecular. “No estágio eu pude experimentar intensamente diversas atividades que não teria na graduação. Eu gosto muito da área de biologia e pesquisa e tenho interesse em seguir carreira na pesquisa sem precisar sair do Brasil”, explica.

Já as estudantes de odontologia Larissa Agatti e Beatriz Martins querem dar continuidade ao projeto cujo tema é “A atuação do cirurgião dentista dentro de um hospital onco-pediátrico”. Atualmente, a maior parte das pesquisas têm focado no câncer do adulto, o que consequentemente leva ao atraso na aplicação de novos conhecimentos e terapias alvo na oncologia pediátrica. “Nosso objetivo é mudar esse cenário, traduzindo esforços em benefícios para os pacientes pediátricos, bem como o fomento para iniciativas nacionais de produção de novos medicamentos contra o câncer da criança. O Centro de Pesquisa Boldrini está apto a ser protagonista nas diferentes etapas necessárias ao processo de inovação e desenvolvimento de produtos”, destacou a diretora do Boldrini, Silvia Brandalise.

O Boldrini já atendeu cerca de 10 mil pacientes encaminhados com a suspeita ou o diagnóstico de câncer. Destes, cerca de 6 mil são sobreviventes e continuam em acompanhamento. Considerando os tratamentos de tumores malignos, foram 8 mil casos, dos quais 6 mil alcançaram a cura, gerando um índice de cerca de 68% de sobrevivência a longo prazo.



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