Projeto da Ceasa agiliza a exportação de frutas

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A Ceasa de Campinas prepara a implantação de um porto seco destinado à exportação de hortifrúti para se transformar em centro exportador da produção de todo o Estado de São Paulo, especialmente de frutas. A proposta é que esse terminal intermodal, que abrigará todos os serviços aduaneiros, seja ligado ao Aeroporto Internacional de Viracopos, para receber os produtos do exportador e armazenar pelo período que ele desejar, em regime de suspensão de impostos.

O presidente do entreposto na Rodovia D. Pedro, Wander Villalba, informou ontem que vai buscar o apoio do governo do Estado para negociar, com a concessionária Aeroporto Brasil Viracopos (ABV), que administra o aeroporto, condições especiais para o envio da produção de hortifrúti do Estado ao Exterior.

A ABV disse nesta quinta-feira (23) que o aeroporto está à disposição da Ceasa, pois tem capacidade e infraestrutura necessária para realizar esse tipo de operação. Em nota informou que o terminal de carga já trabalha com exportação de diversos alimentos, entre eles frutas, e dará todo o apoio técnico que a Ceasa precisar. Entre as frutas já exportadas por Viracopos, estão limão, melão, uva e manga.

O projeto inicial era implantar uma aduana e criar as condições necessárias, na Ceasa, para facilitar as exportações de frutas, mas Villalba avalia que o entreposto de Campinas tem condições de criar uma estrutura exportadora para ampliar as variedades de produtos a serem colocados no mercado externo. “O Brasil é o quarto maior produtor de hortifrúti do mundo, mas é apenas o 23º exportador. Ou seja, o maior consumo é interno, o que significa que os produtores têm condições de crescer para vender no Exterior”, afirmou.

Há um mês, a Ceasa reuniu cerca de cem produtores, executivos e especialistas para debater os desafios e as soluções que visam a ampliação da exportação de produtos brasileiros. Eles debateram temas como promoção, legislação e procedimentos sanitários, logística e divulgação de produtos brasileiros no Exterior. Os produtores, disse Villalba, têm muito interesse em ter, dentro da Ceasa, uma aduana que facilite suas exportações. “A logística será mais interessante, porque teremos essa estrutura de Viracopos junto aos produtores dentro da Ceasa”, afirmou.

 

Desburocratização

O porto seco é um terminal intermodal terrestre ligado com o aeroporto e que recebe a mercadoria do exportador e a armazena pelo período que ele desejar, em regime de suspensão de impostos. A partir do momento em que a carga entra no porto seco, todos os documentos referentes à transação podem ser negociados normalmente como se a mercadoria já estivesse embarcada.

Nas regras desse sistema, o custo de armazenagem fica a cargo do importador e, assim que a carga é colocada dentro do porto seco, cessam as responsabilidades do exportador sobre ela. O sistema é pouco utilizado, porque os exportadores ainda não o conhecem bem. Além de seu papel na carga de transbordo, portos secos podem também incluir instalações para armazenamento e consolidação de mercadorias, manutenção de transportadores rodoviários ou ferroviários de carga e de serviços de desalfandegamento.

Um acordo de cooperação técnico-científica entre o Instituto Agronômico de Campinas (IAC) e a Ceasa está em vias de ser formalizado, visando à integração e ao desenvolvimento de estudos de padronização no setor de frutas, legumes e verduras (FLV). O objetivo é unificar a linguagem de mercado, a transparência na comercialização, a obtenção de melhores preços para produtores e consumidores, além de redução do desperdício, melhoria da qualidade e estabelecimento de normas e regras de boas práticas para pequenos produtores.



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