PS dobra após 10 anos e mais de R$ 65 mi

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As obras se arrastaram por mais de uma década. Houve paralisações e retomadas. E uma guerra política, com direito a promessas, discursos inflamados, denúncias, troca de farpas. No meio da briga toda, o povo sofria em macas no corredor e na recepção acanhada.

Agora, dez anos depois – e investimentos que superam a casa dos R$ 65 milhões – o Hospital Municipal Dr. Waldemar Tebaldi está ganhando um novo e revitalizado Pronto-Socorro, que recebe as últimas peças do novo mobiliário, para ser inaugurado nas próximas semanas.

O tamanho do PS é o dobro do atual, e as novas dependências são referência em modernidade. O hospital entra em um novo patamar.

O acabamento é de primeira: pé direito alto, ar condicionado, iluminação de LED, porcelanato no piso das áreas frias, mantas vinílicas, leitos modernos, sanitários em todos os setores. E equipamentos médicos de última geração.

POLÊMICAS

As obras do novo anexo começaram em 2009, foram interrompidas em 2011 e 2012, retomadas em 2013 e paralisadas novamente em 2015. Depois de três anos, foram reiniciadas outra vez, em janeiro de 2018.

Uma saga com direito até a Comissão Especial de Inquérito, que apurou denúncias de superfaturamento, obras pagas e nunca executadas, desvios milionários.

O presidente da CEI à época, o vereador Alfredo Ondas (MDB), afirma que foram gastos mais de R$ 60 milhões, só no período anterior ao governo atual.

Já na Administração atual, chegaram mais R$ 5 milhões do Governo Federal, por meio de emendas parlamentares, investidos na conclusão de obras civis e equipamentos.

CARA NOVA

O Pronto-Socorro dobrou de tamanho. Saltou de 941 para 1.769 metros quadrados.

O superintendente da Fusame (Fundação de Saúde de Americana), José Carlos Marzochi, que administra o complexo, afirma que os pacientes ganham dependências confortáveis, bem mais funcionais.

O secretário de Saúde, Gleberson Miano, diz que as intervenções – verdadeira revitalização do hospital – garantem atendimento digno à população.

ESTRUTURA

Na nova estrutura do Pronto-Socorro, há leitos de observação, quatro leitos na emergência e dez leitos na semi intensiva (pacientes em condições de média gravidade).

A novidade são os três novos leitos para acomodação de pacientes do setor psiquiátrico. Na espera, há pelo menos 70 cadeiras.

“Não existe na nossa região um Pronto-Socorro nos padrões do que nós estamos entregando à população”, disse o secretário de Saúde.



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