Radares de monitoramento têm reconhecimento facial

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As novas câmeras e os sistemas inteligentes, disponibilizados pela chinesa Huawei e que entrarão em operação no monitoramento da segurança em Campinas, permitirão o reconhecimento facial. Esses dispositivos detectam rostos e objetos e enviam as informações para um banco de dados em nuvem que é capaz de identificar a pessoa se ela estiver cadastrada no sistema. Se houver indícios de atividades suspeitas, o sistema envia um alerta de segurança. Essa habilidade ainda não será explorada na primeira fase da operação, pela ausência de um banco de imagens.

A Prefeitura começou a avaliar as capacidades dos sistemas que podem ter aplicações imediatas, como é o caso de análise de vídeo e suporte de decisão em tempo real. O diretor da Central Integrada de Monitoramento de Campinas (CIMCamp), Willian Barbanera, que se reuniu segunda-feira em São Paulo com técnicos da Huawei, CPqD e Informática dos Municípios Associados (IMA), disse que o projeto-piloto servirá de base para expandir a experiência para toda a cidade.

O sistema da Huawei permite que se faça busca nas imagens, por exemplo, procurar todas as pessoas com camisa vermelha que passaram naquele dia no local. “Isso significa rapidez e dá mais eficiência ao trabalho”, afirmou. Outra habilidade do sistema que a Prefeitura deve explorar na primeira fase é o suporte de decisão em tempo real. As câmeras atuais têm capacidade de leitura das placas de veículo e o sistema está ligado a um banco de dados de veículos roubados. Ao passar pela câmera, o sistema dá o alerta. Mas ele não informa o destino que o veículo seguiu ao chegar no cruzamento.

O sistema da Huawei fornece a direção que o veículo tomou, porque há uma filmadora no local cobrindo a região onde o monitoramento é feito. “Isso reduz em muito as horas de busca pelo veículo e aumenta a eficiência de localização de veículos furtados na cidade”, afirmou. “Começamos a avaliar onde as novas câmeras serão instaladas e quais as potencialidades do sistema que começaremos a explorar na primeira fase”, disse. Segundo, o reconhecimento facial entrará em uma fase posterior, porque haverá necessidade de o sistema estar conectado a um banco de dados de imagens de desaparecidos e procurados, como os das polícias.

O CPqD e a IMA customizarão os equipamentos para atender as necessidades de Campinas na segurança. O sistema vai interligar as 300 câmeras de monitoramento do CIMcamp. Com o projeto, a cidade vai ampliar sua capacidade de monitoramento por câmeras e sistemas inteligentes. Hoje, todo o monitoramento está integrado com o Sistema Inteligente de Monitoramento Veicular (Simvecamp), que faz a fiscalização eletrônica de carros que entram na cidade de Campinas. O projeto-piloto, no entanto, não visa a fiscalização no trânsito, mas a segurança pública.



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