Radiografia direcionará ações a idosos

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O Conselho Municipal do Idoso (CMI) realizará, de maneira inédita, um mapeamento da população idosa em Campinas. O processo de licitação para o projeto já foi iniciado de acordo com o edital lançado pelo conselho, na modalidade de técnica e preço, sendo que a parte técnica já foi analisada e duas empresas se classificaram. O envelope de preço deve ser aberto no próximo dia 16.

A pesquisa será paga com recursos do CMI, por meio do recebimento de verbas do Fundo Municipal da Pessoa Idosa de Campinas (FMPIC).

A iniciativa busca identificar os locais de maior dificuldade para a população idosa, e direcionar os recursos para essas áreas.

De acordo com uma pesquisa divulgada pela Fundação Seade, o Estado de São Paulo conta com 11,6% da população idosa do País, sendo o estado com maior abrangência dessa população.

Em Campinas residem, segundo a projeção do Seade, 138.666 desde 1º de julho. Esse número corresponde a 8% dos 1.589.944 habitantes do município, levando-se em consideração o aumento de 109% da população idosa entre 2000 e 2017. Além disso, a pesquisa aponta que o número de idosas é superior ao de idosos, sendo oito homens para cada dez mulheres no grupo entre 60 e 69 anos, e cinco para dez com mais de 80 anos.

Ainda de acordo com os dados da Fundação, a longevidade aumentou 3,52 anos durante os primeiros 14 anos do século 21, saindo de 72,39 anos em 2000 para 75,91 em 2014. Com isso, a expectativa de vida em Campinas chegou ao terceiro lugar no Estado de São Paulo, e está acima da média estadual, de 75,65 anos.

O mapeamento que será feito pelo CMI é uma medida inédita em Campinas, e busca implementar qualidade de vida à população idosa no município.

Segundo a primeira secretária do CMI, Mariana Barão, o diagnóstico já vem sendo pensado há cerca de quatro anos. “Ele foi concebido por conta de uma dificuldade de compilar dados em relação a essa parcela da população e de saber quais são os serviços dispostos para eles, além de, principalmente, conhecer quais as maiores vulnerabilidades, onde elas se apresentam com maior frequência, em que região há mais idosos, mais serviços e mais violência”, explica primeira secretária.

Segundo Mariana, a empresa selecionada para realizar o mapeamento terá 12 meses para entregar o projeto pronto, e, a partir daí, os dados serão compilados. “Assim, poderemos visualizar qual a maior demanda, focando em dois objetivos: direcionar melhor o dinheiro do FMPIC, atendendo às áreas com mais necessidade; e, com o projeto final, criar políticas públicas para a população idosa”, disse Mariana Barão.



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