Sinais de retomada no setor imobiliário animam empresários

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Depois de fechar 2017 praticamente estagnado, o mercado imobiliário de Campinas deverá crescer 10% este ano, segundo estimativa do Sindicato da Habitação (SecoviCampinas).O ano começou com, pelo menos, três lançamentos e o setor, embora ainda de forma tímida, já está começando a contratar mão de obra no ano passado fechou com um saldo negativo de 34 vagas e em janeiro de 2018, entre admissões e desligamentos, o saldo foi positivo em 37 vagas.

A área de moradias populares também será impulsionada: cerca de 2 mil unidades começarão a ser construídas na região do Campo Grande, e outros 12 projetos, com um total de 12,7 mil unidades, estão em fase de aprovação. Dois fatores, contudo, ainda podem interferir nas decisões de compra do consumidor: as eleições e o cenário econômico.

“As eleições, por enquanto, são uma incógnita, mas elas poderão inclusive ter um reflexo positivo na economia e impactar no planejamento de aquisição de imóveis pelo consumidor. Já pelo lado do cenário econômico, embora a reforma da Previdência não deva mesmo sair este ano, há muitos indicadores animadores”, afirmou o diretor regional do Secovi, Marcelo Coluccini.

Um deles, disse, é que os estoques estão baixos – e, portanto, o mercado precisa de novos produtos. Outro são as taxas de juros em queda. “O mercado deve ter uma melhora mais expressiva no segundo semestre, mas nesse início de ano já estamos com lançamentos”, afirmou. Um desses é o loteamento Arborais, na região do Alfaville, recém-lançado (e sucesso de vendas). O empreendimento tem uma área de 640 mil metros quadrados com 456 unidades de 420 metros quadrados cada. Também estão sendo lançadas cinco torres de 150 unidades no Swiss Park, além do Medplex – um empreendimento de 3,8 mil metros quadrados na Avenida Barão de Itapura, com 10 pavimentos e 200 unidades destinadas ao setor da saúde.

O diretor do Sindicato da Indústria da Construção Civil, Márcio Benvenutti, avalia que as perspectivas são boas e que o mercado está comprador – mas há uma grande incógnita, que é saber se haverá dinheiro do FGTS para os financiamentos. “No ano passado, apenas 65% dos recursos previstos foram liberados para projetos do Minha Casa Minha Vida, que representam 60% das unidades financiadas no Brasil”, afirmou.

E agora, em ano de eleição, o financiamento surge como um elemento de insegurança no mercado. “Estamos sem estoque e há compradores, mas se não tivermos os recursos do FGTS, a situação pode se complicar”, afirmou. Mesmo assim, disse, há elementos que animam o setor, como a queda nas taxas de juros e a necessidade de se colocar novos produtos no mercado.



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