Tegra cria unidade para atuar em loteamentos

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A Tegra – incorporadora do grupo Brookfield – criou unidade de negócios para atuação em loteamentos: a Tamboré Urbanismo. A unidade nasce com banco de terrenos de 14 milhões de metros quadrados entre áreas compradas há dez anos e cinco novas aquisições para desenvolvimento de lotes dos padrões médio e alto. Da área total, 5 milhões são aproveitáveis. A intenção é que a Tamboré Urbanismo responda por 20% da Tegra em cinco anos. A parcela própria anual do Valor Geral de Vendas (VGV) estimado para a loteadora no período fica entre R$ 450 milhões e R$ 500 milhões (US$ 121,6 milhões e US$ 135,1 milhões).

A Tegra tomou a decisão de apostar em loteamentos no longo prazo, segundo Ubirajara Spessotto de Camargo Freitas, que preside a companhia desde julho de 2015, devido à margem mais elevada e ao risco menor do segmento em relação aos da atividade de incorporação. “Nossos loteamentos vão ter alma. Cada projeto tem de ser tratado como filho”, afirma Freitas. O executivo acrescenta que o grupo que controla a Tegra tem afinidade com loteamentos e desenvolve projetos no Canadá e nos Estados Unidos há mais de 30 anos.

O anúncio da unidade de negócios de loteamento responde a questionamento feito pelo mercado, há vários anos, em relação à destinação pela incorporadora de áreas adquiridas da Tamboré S.A., localizadas no bairro de Tamboré, em Santana de Parnaíba, na Região Metropolitana de São Paulo. A compra foi feita em 2008 pela então Brascan – que se tornaria, em 2009, Brookfield Incorporações e que adotou o nome Tegra há um ano e meio. As áreas detidas pela Tegra em Santana de Parnaíba somam 2,8 milhões de metros quadrados.

Em 2016, foi tomada decisão conjunta entre Tegra e acionistas da sua controladora Brookfield Asset Management de ter uma unidade com atuação específica de loteamentos para desenvolver as áreas do seu estoque com esse perfil e outras glebas que viessem a ser adquiridas. Conforme acordo fechado com Fabio Penteado, proprietário da marca Tamboré, a incorporadora passou a deter o direito de usá-la por 30 anos renováveis. O valor envolvido no acordo não foi divulgado. A marca tem 28 anos.

Segundo Marcelo Puntel, diretor-geral da Tamboré Urbanismo, a atuação começa pelo Estado de São Paulo, mas vai se estender, principalmente, a cidades da região Sudeste com “potencial econômico forte na indústria, comércio e serviços”. O primeiro lançamento da unidade de negócios foi feito em novembro em área de 260 mil metros quadrados em Presidente Prudente (SP), com VGV potencial próprio de R$ 42 milhões (US$ 11,4 milhões). O VGV dos cinco negócios a serem desenvolvidos nas parcerias recentes soma R$ 350 milhões (US$ 94,6 milhões).

“Não temos pressa em desenvolver Tamboré. Podemos esperar a valorização dessas terras”, diz o presidente da Tegra. Os loteamentos de Tamboré começarão a ser lançados em 2020 ou 2021. Pode haver tambem permuta de áreas da unidade de loteamentos para a Tegra. A incorporadora atua em São Paulo, Campinas e no Rio de Janeiro.

Segundo Freitas, o foco da maior parte das novas aquisições de terras para projetos de urbanização está em terrenos menores. “O prazo médio necessário entre a compra de área e o lançamento de um loteamento é mais do que o dobro do que ocorre com empreendimentos de incorporação. A compra de terras de tamanho maior não é descartada, porém, como é o caso de gleba de 3,1 milhão de metros quadrados em negociação na região Sudeste.



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