Um outro olhar sobre o PCJ

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As águas subterrâneas das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ) serão avaliadas por uma rede de monitoramento que analisará a qualidade e a quantidade desse manancial. Segunda fonte de abastecimento nos municípios da bacia, a produção subterrânea é estimada em mais de 127 milhões de metros cúbicos por ano (m3/ano), o que corresponde, segundo a Agência PCJ, a 16% do potencial hídrico subterrâneo das Bacias PCJ. Essa produção é captada por mais de 6 mil poços, legalizados ou não.

O monitoramento do nível freático no Estado de São Paulo é feito pelo Departamento de Água e Energia Elétrica (Daee), responsável pelas autorizações de implantações de poços, mas nenhum dos poços de monitoramento, chamado piezométricos, está na Bacia PCJ. Já a qualidade da água é monitorada pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb).

Para esse trabalho, a agência contratou uma empresa por licitação, a Profill Engenharia e Ambiente, que em um ano entregará um amplo estudo das necessidades para a implantação da rede, incluindo o custo. O estudo, contratado por R$ 720 mil (US$ 185 mil), com recursos federais da cobrança pelo uso da água, vai selecionar os pontos de monitoramento, relações hidráulicas a serem monitoradas, parâmetros e frequência de monitoramento. Já o plano de implantação da rede de monitoramento envolve a estimativa de custos e o planejamento da implantação com base na hierarquização de prioridades e necessidades junto à Sala de Situação PCJ.

 

Sala de Situação

Os dados desse monitoramento, quando implantado, serão disponibilizados na Sala de Situação, da mesma forma como ocorre com as águas superficiais – que tem monitoramento de vazão a cada meia hora.

 

Vazão do Atibaia está acima da média para dezembro

O Rio Atibaia, principal manancial de Campinas e responsável pelo abastecimento de 95% da população, registrou ontem vazão de 41,5 metros cúbicos por segundo (m3/s). O resultado está 61% acima da média histórica de dezembro, que é de 25,7 m3/s. Já o Sistema Cantareira operou ontem com 38,1% da capacidade. O sistema armazena, segundo a Companhia de Saneamento Básico do Estado (Sabesp) 374,5 milhões de metros cúbicos de água do chamado volume útil.



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