Unicamp: investimento privado garante pesquisa

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O investimento privado em pesquisa na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) em 2016 mais que dobrou em relação ao ano anterior. As parcerias em busca de novos produtos, processos e inovação atraiu para a universidade R$ 59,6 milhões (US$ 18,9 milhões) no ano passado, 129,2% a mais que em 2015, quando a Unicamp captou R$ 26 milhões (US$ 8,3 milhões). É um valor significativo, segundo o diretor executivo da Agência de Inovação Inova Unicamp, Mílton Mori, principalmente porque o crescimento está ocorrendo em um período de crise econômica no País.

Uma das parcerias produtivas entre empresa e universidade é um consórcio que foi montado entre o Centro de Biologia Química de Proteínas Quinases da Unicamp e o Aché Laboratórios Farmacêuticos, para estudar as enzimas, especificamente as quinases, responsáveis por regular diversos processos biológicos e importantes para entender como funciona o corpo humano. Nessa parceria, as descobertas iniciais não serão protegidas, mas publicadas e compartilhadas. Só depois de validada a pesquisa vira segredo e vai para a indústria desenvolver um novo medicamento.

Entre as empresas que firmaram parceria com a Unicamp em 2016 estão: Samsung, IBM, CPFL Energia, Petrobras, Brasil Irino, Ericsson, Motorola, Ambev, Thyssenkrupp e Repsol Sinopec. Além de investir em pesquisas, a parceria com o setor privado também chega ao licenciamento de tecnologias, para explorar comercialmente uma patente da qual a universidade detém os direitos. Nessa área também teve crescimento no ano passado, com a assinatura de 23 licenças de propriedade intelectual — em 2015 foram 15. Atualmente, 133 patentes da universidade já estão no mercado, o que representa 12,7% de suas 1.042 tecnologias.

Um dos cases de licenciamento da universidade é o da startup Rubian, que licenciou o processo de extração aplicado ao bagaço do maracujá, com foco na obtenção de vários compostos bioativos para aplicação no segmento de cosméticos. A tecnologia licenciada foi de um processo de extração sequencial, desenvolvido pelos pesquisadores da Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA) da Unicamp, o professor Julian Martínez e a então aluna do doutorado Juliane Viganó.

A Agência de Inovação Inova Unicamp é o Núcleo de Inovação Tecnológica da Universidade Estadual de Campinas. Responsável por intermediar transferência de tecnologia e parcerias da universidade com empresas, instituições públicas e privadas, a Inova Unicamp está estruturada em quatro áreas principais. São elas: propriedade intelectual, parcerias, empreendedorismo e parque científico e tecnológico da Unicamp.

 



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