Variedade na produção põe exportação em alta na RMC

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Campinas é conhecida como uma das principais regiões produtoras de bens com alto valor agregado do Brasil. A pauta exportadora está concentrada nos setores mais tecnológicos como automotivo, metalmecânico, químico e eletroeletrônicos. Mas a lista conta com produtos que quase ninguém imagina que são “made in RMC” como peixes frescos e refrigerados, frutas, adubos, colchões, cadeados e fechaduras, produtos de beleza, malas e maletas, produtos à base de cereais, maiôs e biquínis, massas alimentícias, cascas de frutos cítricos e artigos e aparelhos ortopédicos.

As exportações da Região Metropolitana de Campinas (RMC) cresceram 22,12% no acumulado de janeiro a setembro. Dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços mostram que as vendas de produtos para outros países somaram US$ 3,31 bilhões neste ano. No período de janeiro até setembro de 2016, as exportações das empresas da RMC chegaram a US$ 2,71 bilhões. Em cidades menores, a força do agronegócio resulta em uma balança comercial centrada mais em produtos agrícolas. Nos municípios médios e grandes, existe uma maior diversificação de mercadorias que são comercializadas para clientes no Exterior.

O professor da Faculdades de Campinas (Facamp) José Augusto Ruas afirma que a pauta exportadora da RMC reforça a diversificação de atividades, que é uma das características do polo industrial local. “A diversificação é relevante para a geração de emprego e renda”, diz. Ele ressalta que para os pequenos e médios empresários as vendas para o Exterior significam depender menos do mercado interno, principalmente durante uma crise econômica como a enfrentada no País nos dois últimos anos.

O economista destaca que a região tem uma infraestrutura logística e de serviços que facilita a vida dos exportadores. “A região está em um entroncamento de rodovias que permite o acesso a importantes equipamentos de escoamento de produção como os aeroportos de Viracopos e Cumbica, e o Porto de Santos”, aponta. Ele comenta que itens como cascas de cítricos e produtos de beleza não têm um peso grande na dinâmica da balança comercial. Mas a aposta das empresas em exportar estimula a abertura de postos de trabalho ou garante a manutenção de empregos.

Além das grandes montadoras (como Honda, Toyota e Hyndai), autopeças (como Bosch, Mahle, Delphi), laboratórios farmacêuticos (como Medley, EMS e ABL Antibióticos), químicos e petroquímicos (como Petrobras, Braskem e Rhodia), eletroeletrônicos (como Samsung e Motorola), a região tem nomes de peso em outras áreas como a Beiersdorf (fabricante da marca Nívea) cuja fábrica fica em Itatiba, Pastifício Selmi (dono das marcas Renata e Galo), com unidade em Sumaré, e Unilever (fabricante de marcas como Dove, Omo e Rexona) com unidades produtivas em Valinhos, Vinhedo e Indaiatuba.

 

Paulínia lidera em volume de exportação

As exportações da RMC aumentaram de US$ 2,71 bilhões no acumulado de janeiro a setembro de 2016 para US$ 3,31 bilhões em igual período deste ano. As importações também subiram. A alta foi de 12,74%. O volume cresceu de US$ 7,70 bilhões para US$ 8,69 bilhões. O déficit teve um incremento de 7,65%, passando de US$ 4,99 bilhões para US$ 5,37 bilhões. A corrente de comércio (soma das exportações e importações) atingiu US$ 12 bilhões. No ano passado, o valor foi de US$ 10,42 bilhões.

Paulínia é a cidade com o maior volume de exportações neste ano, com US$ 714,25 milhões. Porém, a cidade não foi a que registrou o maior aumento das vendas. Sumaré foi o município que apresentou a maior evolução na comercialização de produtos para outros países. O avanço foi de US$ 239,27 milhões para US$ 361,05 milhões —alta de 50,90%. A cidade ocupa o quarto lugar no ranking regional.

O segundo posto nas exportações locais ficou com Campinas, com um valor de US$ 637,07 milhões. Indaiatuba foi a terceira colocada com US$ 498,16 milhões. O quinto lugar ficou com Vinhedo que teve um volume de US$ 261,30 milhões.



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