Venda pela internet sobe 12% na RMC

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A Região Metropolitana de Campinas (RMC) registrou aumento de 12% nas vendas pelo comércio eletrônico (e-commerce) no 1º trimestre de 2019 em comparação com o mesmo período de 2018, segundo dados da Pesquisa Conjuntural do Comércio Eletrônico elaborada pelo SindiVarejista de Campinas e Região em parceria com a FecomercioSP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo). Assim como no ano passado, a RMC ocupa o segundo lugar no Estado neste segmento de negócios, com faturamento de R$ 414,8 milhões (US$ 103,7 milhões). O desempenho da região fica atrás apenas do registrado na cidade de São Paulo, que movimentou R$ 1,6 bilhão (US$ 400 milhões).

Apesar do bom desempenho, a região de Campinas não é a que vende proporcionalmente mais pelo e-commerce em relação ao faturamento total no varejo. A fatia de mercado corresponde a 2,7% em relação às vendas totais no período. Outras regiões como Araçatuba, Presidente Prudente e o Litoral paulista detém 3,1%, 3,5% e 3,4% das vendas pela internet, respectivamente. A região de Campinas também está atrás de outras áreas no que diz respeito ao crescimento no trimestre. A região de Araçatuba cresceu 33% e Marília, 28%. O tíquete médio das compras na região de Campinas ficou em R$ 392,66 (US$ 98,2). Já a média do Estado chegou a R$ 367,30 (US$ 91,8).

A presidente do SindiVarejista de Campinas e Região, Sanae Murayama Saito, explica que a região de Campinas cresceu menos que outras áreas porque se manteve estável no último ano, não registrando forte oscilação. “Ainda que tenhamos tido crescimento menor, a região ficou acima da média do Estado de São Paulo, de 9,8%. Regiões que apresentaram aumento maior tiveram um 2018 com desempenho ruim e qualquer melhora já aponta crescimento significativo”, diz.

Sanae avalia que a região de Campinas tem um potencial acima das outras regiões e se destaca no que diz respeito às vendas pela internet. “A participação do comércio eletrônico na região de Campinas em relação ao faturamento do varejo físico segue a média do Estado e há pouca variação entre as demais áreas analisadas”, afirmou. “Quando falamos em comércio eletrônico, consideramos bens duráveis e, neste contexto, diante da crise econômica, o impacto é direto”, argumenta. “A ascensão do e-commerce ainda depende de melhoria da economia e confiabilidade do varejo eletrônico. No entanto, o fato de Campinas ser a segunda região com maior faturamento no estado demonstra o seu potencial”, finaliza.

 

Comércio segue com oscilação nos números

O desempenho do comércio varejista na região de Campinas segue registrando oscilações. Apesar de ter crescido 1,95% na comparação com o mês de junho, o setor apresentou queda de 3,85% em julho deste ano, em comparação com igual período do ano passado, segundo levantamento apresentado pela Associação Comercial e Industrial de Campinas (Acic). Desta forma, o varejo inicia o segundo semestre com uma tendência de queda, tendo em vista que a melhoria do ambiente econômico ainda permanecerá condicionada às aprovações de reformas do estado brasileiro, especialmente das reformas da Previdência e a tributária.

A inadimplência da região continua alta, segundo os dados da Acic. No período de janeiro a julho deste ano, havia 163.190 carnês vencidos e não pagos há mais de 60 dias na cidade de Campinas. Isso equivale a uma dívida de aproximadamente R$ 117,5 milhões (US$ 29,4 milhões). Na Região Metropolitana de Campinas (RMC), a inadimplência apresenta no período de janeiro a julho de 2019, 393.229 carnês/boletos vencidos e não pagos há mais de 60 dias, representando cerca de R$ 283,1 milhões (US$ 70,8 milhões) no endividamento dos consumidores da RMC. “A expectativa de melhora para o varejo ainda está na dependência das reformas da Previdência e a Tributária, que, se for aprovada neste segundo semestre pelo Congresso, estará em pleno vigor apenas no segundo semestre de 2020″, explica o economista da Acic, Laerte Martins.



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